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    Produtoras independentes e amantes do teatro têm sido o baluarte no desenvolvimento do teatro em Angola

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    Várias são as produtoras e os profissionais que se têm destacado e investido o seu tempo e conhecimento para o desenvolvimento das artes cénicas em Angola. Todavia, o investimento no teatro tem sido desafiante dado às dificuldades de salas propícias para o teatro, e outras ferramentas essenciais para o desenvolvimento de uma das mais antigas actividades artísticas do mundo. As salas de teatro contam-se a dedo e muitas padecem de falta de manutenção e de equipamento técnico.

    Sem o Cine Teatro Nacional do espaço Chá de Caxinde, o interditado Elinga Teatro e o saudoso Teatro Avenida, a exibição teatral vai perdendo cada vez mais o seu espaço.

    Recentemente foi recuperado o Hotel Luanda, onde se instalou o Centro Cultural Brasil/Angola. Nos últimos tempos foram deslocados alguns espetáculos para fora do centro, e assim algumas apresentações decorrem no Royal Plaza (em Talatona) ou Centro de Conferências de Belas.

    Sem meios ou condições técnicas e muitas vezes sem formação, mostram uma impressionante persistência em fazer teatro, mas na falta de referências os modelos ficam numa espiral que os impossibilita de sair daquele imbróglio. As mesmas técnicas, personagens-tipo e fórmulas de sucesso repetem-se até à exaustão. Muitas vezes são os próprios que escrevem os seus textos dramáticos, vivem muito da improvisação e da auto-encenação, quase sem cenários e sem obedecer às mínimas convenções teatrais de tempo e espaço.

    Num momento em que se comemora, neste domingo, 27 de Março, o dia Mundial do Teatro, o PLATINALINE decidiu destacar o brio e esforço de pessoas e empresas ( produtoras) que lutam para manter o teatro vivo em Angola, como: Mena Abrantes, Adelino Caracol, Henrique Guerra, Pepetela, Domingos Van-Dúnem, Agualusa, Fragata de Morais, Rogério de Carvalho, assim como alguns encenadores da nova geração que ganharam até o Prémio Nacional de Cultura e Artes, como: Walter Cristóvão (do Miragens), Frampénio (do Enigma), Bi Rodrigues (Pitabel) e Flávio Ferrão. No Huambo, o Nhanga, do Vozes de África.

    Já entre os actores, destacam-se Enoque Caracol, Galiano José, Miguel Hurst, Orlando Sérgio, Daniel Martinho, Meirinho Mendes, Raul Rosário, Dicota, Matamba Joaquim, Giovanni Lourenço e muitos outros.

    Não é possível falar de Teatro em Angola, sem falar da paixão e esforço das produtoras: Horizonte Njinga Mbandi, Grupo Julu, Miragens Teatro, Enigma Teatro, Henrique Artes, Amor à Arte, Lukizaia Mukonzi, Buco’s Produções, Ligth Life, Mentes Fabulosas, Didascalhas Entretenimento e outras.

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