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    Rey Panda: “Os kuduristas quando me vêm conjugam o verbo respeitar”

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    Nascido aos 10 de Dezembro de 1985, Marcos Francisco Mateke, artisticamente conhecido por “Rey Panda O Papoite”, jovem kudurista residente em Luanda no município do Sambizanga, abriu as portas da sua casa para uma entrevista intimista à Platina Line e contou-nos muito sobre a sua vida pessoal e profissional que descrevemos a seguir…

     

    Como começou:
    Comecei simplesmente a compor músicas para Os Turbantes, um grupo de Kuduro já conhecido por muitos angolanos no qual fazia parte, e daí surgiram convites para diversas actividades.

     

    Música:
    No princípio a intenção não era de cantar Kuduro, só pretendia continuar a compor para os Turbantes, Lito, W King e muitos outros. Com o decorrer do tempo, pelas dificuldades financeiras e influências que fomos conseguindo, boas e más, o grupo foi destruído e cada um decidiu seguir a sua carreira à solo.

     

    Os Defaya:
    Formei os Defaya porque depois da separação minha com Os Turbantes tive de continuar com o meu projecto musical e não levar a peito as desavenças que tive com o antigo grupo porque eu sou mais velho. Eu tenho uma mentalidade de um espírito crítico e para mostrar que não sou ganancioso levei comigo o Lito e o Discípulo.

     

    Dificuldades grupo:
    Os grupos destroem muitas vezes por complexo de inferioridade, muita falta de respeito.

     

    Projectos:
    Eu vou fazer um trabalho a solo, depois um colectivo com o meu grupo, mas o Lito já não fará parte dos mesmos. O meu álbum comportará 12 faixas musicais entre elas a nova música promocional intitulada “Cara máscara” que retrata a falsidade de muitas pessoas e “O Panda foi na Espanha”, Afrohouse com participação de Loromance, Nicol e Walter Ananás.

     

    Inspiração:
    Eu inspiro-me no meu município “Sambizanga”, enquanto uns acordam com barulho de pássaros, nós aqui neste município acordamos com berros “Oh Sicrano vai trabalhar”, e isso é mais uma razão para o Rey Panda cantar. Por isso digo que “eu não canto felicidade enquanto o meu coração chora”.

     

    Kuduro do Sambizanga:
    Não me considero o Rei do Kuduro do Sambizanga, repeito muitos, mas não me dão carga e sinto-me capaz de ser o compositor de muitos músicos kuduristas a nível nacional.

     

    Beefs:
    Os kuduristas que mais beefam são os do Rangel, beefam por fora mas no seu interior, respeitam. “Os kuduristas quando me vêm conjugam o verbo respeitar”.

     

    Sobre o Kuduro:
    Os inventores do Kuduro fizeram o estilo numa brincadeira, mas eu cheguei e fiz uma vertente da minha maneira, mais sincera como brincadeira. A minha música é para adultos e não para muitos que só fazem Kuduro para crianças.

     

    Conselhos:
    O mais importante para um músico, é não permitir ser esquecido pelo público, porque existem patrões bons e outros exploradores. Antes de fazerem uma música, pesquisem e analisem bem o que irão dizem nas mesmas, transmitam sempre boa mensagem, o coro pode ser dançante mas a estrofe deve retratar algo educativo.
     

    Texto: Helder Pedro

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