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Ricardo Helton: “aprendi a dançar de verdade no bai dança com ritmo”

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Na primeira fase do quadro “Dança dos Famosos”, do BAI Dança Com Ritmo, o chef Ricardo Helton surpreendeu ao atingir a maior pontuação. Transmitido pela ZAP Novelas, o público conheceu um outro talento deste renomado chef de cozinha angolano.

Imaginavas que a tua performance fosse atingir o topo da tabela?
Eu entro sempre num desafio para vencer, nunca para perder. Com esta pandemia, já tinha perdido a ideia do que é dançar, ainda mais danças de salão. Contudo, foi óptimo, foi perfeito e diverti-me bastante. Treinei durante duas intensas semanas. Creio que esse foi o tónico perfeito para ter conseguido o primeiro lugar.

Já agora, onde aprendeu a dançar tão bem?
Há 20 anos, quando estudei culinária em Paris, frequentava um bar onde costumava a dançar. Mas, para ser sincero, aprendi a dançar de verdade no BAI Dança Com Ritmo. Tive bons ensaios; o Felix é um coreografo maravilhoso e ajudou muito nesse objectivo.

Quantas vezes precisou pensar, antes de aceitar o desafio do concurso?
Desde que me tornei pai, passei a identificar-me muito com causas que incluam crianças. Caso eu ganhar, vou trabalhar com a Angola Rescue, uma organização que dá suporte às crianças internadas no Hospital Pediátrico de Luanda. Por isso, não precisei pensar muito para entrar no desafio “Dança dos Famosos”.

Pratica solidariedade o dia-a-dia? De que forma?
Penso que não é certo fazer-se marketing com a solidariedade, vitimizando as pessoas carentes. Quando tenho comida em excedente, pego no meu carro e levo para onde é necessário.

O teu quotidiano é ligado à culinária/gastronomia. Como vê o drama que muitos enfrentam o drama da fome no mundo?
É, de facto, algo que me incomoda muito. Mas, creio que, se todos fizermos um bocadinho, vai dar certo e podemos acabar com a fome.

Que conselhos e dikas queres passar às pessoas, para o não desperdício de comida?
Não por acaso, estou sempre a aconselhar as pessoas sobre desperdícios. Existem diversas formas de se requalificar as sobras de comida. Porque em culinária quase tudo é reutilizável.

Apesar de ser um chef renomado há muitos anos, porque só agora entendeste apostar no empreendedorismo na tua área?
Mesmo trabalhando para outros, nunca deixei de trabalhar para mim. O empreendedorismo sempre fez parte do meu dia-a-dia, sobretudo através do catering. Agora, com a inauguração do Kurah, foi a realização de um sonho, que consistia em ter um restaurante com o meu próprio cunho e ideias. Levou muito tempo para acontecer? Sim, levou. Porque precisava de maturidade e criar alicerces para enfrentar um desafio dessa natureza.

“Em culinária quase tudo é reutilizável”

No Kurah, teu restaurante, serás unicamente o proprietário ou irás conciliar com o que bem sabes fazer: cozinhar?
Gosto de dizer que sou o chefe de cozinha do Kurah, não o proprietário. Os proprietários são os meus clientes. Sou o chefe de cozinha, não sou empresário. Porque prazer para mim, é ver os meus clientes sentados, a comer e, sobretudo, a gostarem da minha comida.

Há algum prato que consensualmente as pessoas gostem, mas tu não?
Globalmente, gosto de todos os meus pratos. Entretanto, devo confessar que sou alérgico a crustáceos. Paradoxalmente, dos pratos que mais vendo incluem-se compostos com camarões, gambas e lagostas.

Inaugurar um restaurante em tempo de pandemia apresenta desafios acrescidos, certo?
A pandemia veio mostrar-nos que temos que ser fortes. Pensei e avaliei todas as vantagens e desvantagens e decidi avançar. As pessoas, apesar de não estarem a viajar, querem continuar a sair, desfrutando em segurança de bons momentos em família num espaço de restauração. Felizmente, está a ser um sucesso. Tenho cerca de 32 famílias a dependerem do Kurah; daqui a pouco serão 50. Só podemos estar optimistas.

“Mesmo trabalhando para outros, nunca deixei de trabalhar para mim”

Preferirias receber uma oportunidade de viajar o mundo gratuitamente ou nunca precisar pagar por comida em restaurantes pelo resto da vida?
Pergunta de resposta complicada! Adoro viajar e adoro viajar para comer. Todo o mundo que come bem deve pagar por um preço justo. Por isso, quem me oferecer uma viagem, terá que oferecer-me, também, um sítio para eu ir comer.

Se tivesses acesso a uma máquina do tempo, viajarias para o passado ou para o futuro?
Certamente, para o passado. Porque é lá onde está a fórmula elaborada pelos meus ancestrais sobre os segredos da culinária.

Tem alguma fobia? Qual?
Não tenho fobias. Sou destemido e focado.

Qual é o cliché que mais usas o teu dia-a-dia?
Não tenho. Sou pessoa de rotinas fixas. O meu cliché é passar às minhas equipas aspectos como determinação e foco.

Qual foi a coisa mais linda que já fizeram por ti?
Foi Deus ter-me brindado com as minhas filhas.

Conte-nos um sonho, que de tão bom, preferia ficar eternamente preso nele.
Já não é um sonho, pois foi concretizado: é ser feliz e trabalhar naquilo que amo: gastronomia.

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