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    Rodrigo Lombardi: “Mais hora, menos hora, estarei pintando por ai”

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    Quem não lembra do personagem Théo, da novela “Salve Jorge”?! Bem, este foi um dos personagens do actor brasileiro Rodrigo Lombardi. Em entrevista ao Platina Line o actor mostrou-se interessado em conhecer Angola. Ele que estreou-se em 2005 na novela “Bang bang”, participou também nas ficções “Pé na jaca”, “Desejo proibido”, “Caminho das índias”, e “Passione

    Por: Maura Gueve

    Um dos personagens marcantes em seu percurso foi Herculano Quintanilha, na série “O astro”, em 2011. Actualmente interpreta o Alex na trama Verdades Secretas. Conta o actor que aos treze anos percebeu que gostava de representar, e foi aconselhado a seguir essa profissão. Mas foi com dezoito anos que começou a profissão como actor no teatro. E durante a caminhada diz Rodrigo que já pensou em desistir da carreira. “Porque é uma carreira que te dá muitas coisas, mas ela é muito ingrata. Ela está o tempo todo a tentar derrubar-te. O processo cultural é muito difícil, as coisas não se concretizam. Teatro e cinema são mais difíceis de fazer, por uma série de factores e a televisão proporciona-te milhões de coisas, mas é para 0,5% dos actores. Isso constrange-me às vezes, deixa-me triste”, aclarou.

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    Platina Line: Teve a oportunidade de contracenar com vários actores como Tony Ramos, Osmar Prado, todos com muita experiência. Qual foi a aprendizagem que tirou ao longo desses trabalhos com eles?

    Rodrigo Lombardi: Você começa a perceber que muitas das coisas que pensava eram verdades, e que você só precisa esperar o tempo chegar, o tempo passar, para se tornar um deles. A grande lição que eu tirei de tudo isso é que eles não chegaram lá porque são geniais, eles são geniais porque eles trabalharam todos os dias. Fernanda Montenegro falou para mim: “Meu amigo, essas marcas que têm no meu rosto, demoraram 80 anos para chegarem aqui”. Isso quer dizer alguma coisa. Então quando a câmara foca em mim, já está dito: é lá que eu quero chegar.

    Platina Line: Na sua opinião, qual foi a novela que mais lhe deu destaque?

    Rodrigo Lombardi: ‘Caminhos das Índias’, com o Raj. Foi um momento muito especial para mim porque estava a chegar à Globo. De repente colocaram-me nesse lugar. Já não estava assustado de contracenar com grandes actores, fiz novelas com Elias Gleizer, tinha feito uma novela em que gravava muito com o Lima Duarte, onde aprendi muito. Fazer o filho do Tony, filho da Eliane Giardini, neto da Laura Cardoso, do Flávio Migliaccio. Todos os dias ali comigo, foi incrível. Acho que foi um momento de destaque e um salto qualitativo na minha carreira, porque pude perceber muitas coisas. Muitas coisas estavam a acontecer. Nós aprendemos na partilha e no erro.

    Platina Line: Hoje as novelas brasileiras são vistas em muitos países. Como avalia a teledramaturgia brasileira?

    Rodrigo Lombardi: Acho que a teledramaturgia brasileira está a renovar-se. A televisão brasileira há algum tempo é tida como a melhor do mundo e ela se acostumou com o formato. Hoje, o mundo mudou e nós estamos a acompanhar essa mudança. Eu venho de dois trabalhos que provam isso: ‘Pedacinho de Chão’ e ‘Verdades Secretas’. São exemplos claros de que a Globo está a mudar e está a ver o caminho que precisa tomar.

    PL: Como faz a avaliação da sua carreira hoje?

    RL: Eu sou muito grato a Deus pela carreira que tenho, porque ela é um resultado de tantas coisas que aconteceram na minha vida, que foram juntando com frustrações. Isso vai-nos dando munições. Graças a Deus eu não me tornei, com tudo o que passei, um actor amargo. Mas tudo o que passei, impulsiona-me. Graças a Deus, onde eu cheguei na minha vida, na minha carreira, possibilita-me olhar para frente e ver que as portas estão abertas para um horizonte que é incrível. Hoje sou alguém que só depende de si mesmo para viver.

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    PL-A Globo fez 50 anos e o Rodrigo está, há dez na casa, o que representa essa data para si?

    RL: É tão bom, você fazer parte de uma empresa que tem esse padrão de qualidade, a 4ª maior do mundo, e que produz com tanta qualidade, como nenhuma outra. Fico muito agradecido de fazer parte de um quinto dessa história, eu estou lá. Em 10 anos, fiz nove novelas, então alguma coisa eu tenho para contar.

    PL: Em relação ao seu personagem de ‘Verdades Secretas’, você tem alguma semelhança com o Alex?

    RL: Todas e nenhuma. Eu tenho muita semelhança com o Alex porque eu sou um homem, eu tenho desejos, tenho vontades. Nós diferimo-nos no momento que ele realiza. Ele não tem esse senso de moral e de ética, eu tenho. Então eu diria que todo mundo é igual ao Alex, o que diferencia é até onde vai a moral e a ética de cada um. Ele vai lá e faz acontecer, sem nenhum sentimento de culpa.

    PL: Você já conhecia o ‘book rosa’ antes da novela?

    RL: Já ouvi falar em peças do ‘Fantástico’, do ‘Jornal Nacional’. E eu falo o seguinte antes de começar a novela: não estamos a dizer nada de novo, estamos a falar de algo que existe.

    PL: O que mais gosta da trama de ‘Verdades Secretas’?

    RL: Gosto do formato. A história em si é mais dinâmica, é mais curta. Você tem contar tudo a todo o momento, se não acaba a história e você não contou nada. Isso faz com que todos os personagens tenham a sua devida importância, o seu devido tamanho. É bom saber que estamos onde o que é mais importante é a obra, não é o actor a colocar-se à frente de nada, ou o director a mostrar que aquilo é dele, ou o autor dizer que tem uma história para contar. Essa é uma história muito “bacana”.

    PL: Qual é a verdade secreta do personagem Alex?

    RL: Ele tem uma verdade que não é secreta. Ele não depende desse nome, porque tudo o que ele quer, ele faz. Ele não tem essa moral. Se ele tem uma verdade secreta é a paixão pela Angel, que é uma paixão proibida não para ele, porque ele quer viver essa paixão, mas para o contexto social. É algo que ele esconde, mas não acho que se demorasse mais tempo, ele ia esconder.

    PL: O Alex é vaidoso. O Rodrigo também é vaidoso?

    RL: Nesse ponto eu acho que a gente é igual. Mas ele não é vaidoso, você vê que não tem uma cena com ele a arranjar-se. Ele gosta de coisas boas. E eu também gosto de um bom sapato, de uma boa calça, de um bom tecido, de vestir coisas gostosas. Não precisa de ser a melhor, a mais cara. Às vezes pode ser um casaco da lojinha da esquina, que vi, senti, gostei e vou usar. Gosto sempre de vestir algo gostoso de vestir.

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    PL: Foi difícil construir o personagem?

    RL: Em alguns aspectos. Por um lado foi fácil porque ele é muito bem delineado pelo autor. As vontades dele são muito claras e o propósito dele também. É difícil no seguinte sentido: eu sei onde eu quero chegar, e esse caminho até lá é muito complicado porque você precisa de vivência. Por isso, o workshop foi sensacional e essencial, onde pudemos experimentar, errar, ver que não era por aqui, descobrir coisas… alimentar-me para construir o Alex.

    PL: É difícil lidar com a fama hoje?

    RL: Limita-me em alguns sentidos. Às vezes você não quer expor a sua família, e onde você vai, está exposto, porque onde você vai as pessoas chegam até você. Mas temos que aceitar. Por causa disso eu tive momentos muito bons, muito engraçados. Tive momentos péssimos, embaraçosos, porque cada fã é um fã. Cada um chega de uma maneira, não tem como definir.

    PL: Você conhece o continente africano?

    RL: Já fui à Cidade do Cabo, Johanesburgo e Uhmlanga, a uma reserva dentro do Parque Nacional Kruger, que é um lugar incrível. Fui numa época que era apresentador de um canal de viagens e fizemos peças lá. Foi uma das viagens inesquecíveis da minha vida. Fiquei quase um mês.

    PL: Uma mensagem para os fãs angolanos?

    RL: É uma questão de tempo para eu conhecê-los, já tive convites para ir, mas em 10 anos, com nove novelas, quase nunca dá. Eu sei do valor que tem o nosso trabalho no país, respeito muito e agradeço muito a vocês. Adoro quando um fã de Angola se aproxima de mim. Eles chegam e falam: “Sou de Angola, a gente gosta muito do seu trabalho”, sempre muito simpáticos. Mais hora, menos hora, estarei “pintando” por aí.

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