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    Salú Gonçalves defende nova política para divulgação da cultura no exterior

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    Salú Gonçalves, radialista e produtor musical, afirmou que a internacionalização da música angolana não passa apenas pela sua difusão nas rádios e canais de televisão nacionais, mais sim por uma política de estado que torne possível a sua divulgação no exterior. 


    falando   ao de Jornal de Angola, Salú Gonçalves disse que os privados produzem os discos na Europa e na América mas esquecem que para além do “show business” existe a política cultural angolana. 


    “Temos estado a perder a oportunidade de divulgar Angola no exterior e mostrar o que temos na escultura, pintura, dança, teatro, música e outras manifestações culturais”, disse Salú Gonçalves. Para ele, “o que se produz em Angola perde notoriedade”.
    Deu o exemplo do kuduro que por falta de incentivos não tem sido divulgado em festivais internacionais e quando acontece, “são os estrangeiros a fazê-lo atribuindo a originalidade deste estilo ao seu património cultural”. 

    O produtor realçou o facto de no ano passado, no festival “ Rock in Rio”`, do Brasil, o estilo kuduro ter sido representado pelo grupo Buraka Som Sistema, quando podia ser por um angolano a representar este estilo. “As cadeias televisivas internacionais actualmente mais do que nunca falam do kuduro e do seu sucesso, mas nunca referem que é um estilo angolano.

     
    As representações diplomáticas angolanas no estrangeiro, referiu, devem promover a cultura nacional, em geral, e a música em particular, em festivais internacionais. Salú Gonçalves disse que a Lei do Mecenato vem ajudar bastante a cultura angolana a prosperar e é um incentivo para que os privados possam investir financeiramente nas iniciativas culturais porque os seus impostos são reduzidos. 


    O produtor considera Angola uma boa marca porque tem uma grande diversidade cultural: “o que se faz em Luanda não é igual ao que se faz no Moxico ou em Benguela, embora haja pontos em comum”. Salú Gonçalves disse que “o Ministério da Cultura, como entidade que executa as políticas do Executivo, deve criar mecanismos e mostrar ao mundo o que temos. Como acontece na dança tradicional com o grupo Kilandukilo, que já ganhou vários prémios a nível nacionais e internacionais”.

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