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    Sobre processo contra Manuel Vicente, JLo diz que não quer imaginar Angola ter ousadia de levar a tribunal um José Sócrates

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    Antes de receber o Primeiro-ministro português, António Costa, em Luanda, João Lourenço diz que relações entre os dois países “nunca estiveram tão boas”, compara o caso de Manuel Vicente com o de Sócrates e não vê Isabel dos Santos como rival.

    Entrevista conjunta da Agência Lusa e do Jornal Expresso ao Presidente João Lourenço, no Palácio Presidencial, em Luanda, o Presidente da República considera que Isabel dos Santos é “apenas uma” entre vários cidadãos a contas com a justiça e não é sua rival, rejeitando acusações de perseguição política.

    “Eu não a vejo como minha rival política. Perseguição política? Persegue-se um opositor e os opositores do MPLA partido que está no poder em Angola desde a data da independência, em 1975), são conhecidos”, afirma o Chefe de Estado, numa entrevista conjunta à Agência Lusa e jornal Expresso.

    A empresária e filha mais velha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos está na mira da justiça em vários países, sob acusações de corrupção e peculato, tendo a Procuradoria-Geral da República solicitado, há seis meses, a ajuda da Interpol para localizar e prender provisoriamente Isabel dos Santos, sem que se conheçam mais desenvolvimentos do caso.

    “Vamos deixar que a Interpol faça o seu trabalho. Costuma-se dizer que a justiça às vezes é lenta a agir, confiamos na idoneidade e capacidade da Interpol em cumprir o seu papel“, disse João Lourenço, acrescentando que “há trâmites a seguir”, pelo que é preciso “aguardar pacientemente pelo desfecho”.

    Na entrevista, João Lourenço refutou alegações de perseguição política, como se tem queixado a empresária, salientando que há muitos cidadãos que estão a braços com a justiça e o caso de Isabel “é apenas mais um”.

    Quanto ao processo relativo ao ex-vice-presidente de Angola, Manuel Vicente, João Lourenço realçou que se tratou de “um caso de soberania” e que não foi Angola que provocou o que ficou conhecido como “irritante” entre os dois países.

    “Foram as autoridades judiciais portuguesas que entenderam levar à barra dos tribunais (portugueses) um governante daquela craveira. Não estou a imaginar Angola a ter a ousadia, por exemplo, de levar a tribunal um José Sócrates se, eventualmente, ele tivesse cometido algum crime em Angola. Felizmente, o desfecho foi bom (…) se tivesse demorado mais tempo talvez tivesse deixado mazelas, mas devo garantir que não deixou nenhumas”, comenta.

    De salientar que, o Ministério Público português imputou ao ex-vice-presidente Manuel Vicente crimes de corrupção activa, branqueamento de capitais e falsificação de documento, um processo que foi remetido em 2018 ao país, mas que se tem arrastado, segundo Helder Pitta Grós, Procurador-Geral da República, devido à imunidade de que gozava o antigo vice-presidente.

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