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    Tchize dos Santos: “Espero, a partir de agora, conseguir viver uma vida mais real e mais verdadeira”

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    A empresária e deputada, Tchizé dos Santos, filha do ex-presidente da república, José Eduardo dos Santos, revelou aos membros  da TEA CLUB, organização social angolana sem fins lucrativos da qual é presidente, que alcança a agora a LIBERDADE com a passagem de testemunho do seu pai  ao novo presidente JLO.

    De acordo com Tchizé, ela passou a ser uma pessoa mais comum e espera que as pessoas possam vê-la como alguém com identidade, com sentimentos, com  vontade própria, com inteligência e com capacidade de trabalho.  Veja na integra o texto da deputada:

    Como os membros deste grupo têm sido pessoas com as quais tenho interagido com frequência e por esta razão já se tornaram especiais para mim, vou partilhar convosco algo que provavelmente vos surpreenderá:                       

    Esta manhã, acordei e a primeira coisa que me veio à cabeça foi: liberdade, alforria!    Nem dormi bem esta noite, porque passei a ser uma pessoa mais comum, algo que eu muito queria, e espero, a partir de agora, conseguir viver uma vida mais real, mais verdadeira.

    Confesso que, quando vi aqueles quadros com o rosto de João Lourenço a entrarem na Assembleia Nacional, senti um grande alívio, como uma jovem que vai pelo primeiro dia poder pagar a sua própria renda e sair da casa dos pais José Eduardo dos Santos, ofusca TUDO.                                                           

    Eu não passava de filha do presidente da república aos olhos das pessoas: nunca me olharam como EU, a cidadã Welwitschia dos Santos, agora, pela primeira vez, estou mais perto de ter este direito constitucional respeitado: o direito à identidade.                       

    Espero não estar a criar demasiadas expectativas, mas tomou conta de mim uma grande esperança de finalmente ser mais respeitada enquanto pessoa singular por todos.  A partir dos 18 anos de idade, sobretudo depois de casarmos e termos 3 filhos, já é demasiado incomodo ser olhado como um “atrelado”, alguém sem identidade, sem sentimentos, sem vontade própria, sem inteligência, sem capacidade de trabalho, apenas um “atrelado”, uma extensão de alguém tão grandioso, que a nossa existência passa a ser, aos olhos do mundo, uma mera extensão da sua.                 

     Bom dia, eu sou a Welwitschia, mais conhecida por Tchizé, e acabo de entrar na sociedade angolana para passar a ser respeitada, amada ou odiada por aquilo que eu sou, não por ser uma extensão ou um “símbolo” de algo ou uma extensão de alguém.

    Muito gosto em conhecer-vos e espero que brevemente me passem a conhecer a MIM também!

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    A Bombar

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