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    Tony Quicanga surra Romeno e é consagrado campeão do mundo

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    Cerca de cinco mil pessoas acorreram ontem à Cidadela para ver Tony Quicanga ser consagrado campeão do mundo. Havia muito tempo que Angola não juntava tantos filhos para o boxe e a exaltar a angolanidade como foi no momento de entoar o Hino Nacional.

      

    O pugilista angolano António Pedro Quicanga “Tony Quicanga” conquistou ontem o segundo título mundial de meios pesados da versão do Conselho Mundial de Boxe (UBC) após vitória sobre o candidato romeno Adrian Cerneaga por abandono, após a disputa de dez dos 12 assaltos. A gala disputou-se no pavilhão da Cidadela Desportiva perante cerca de cinco mil espectadores, entre os quais o ministro da Juventude e Desportos, Gonçalves Muandumba, o encarregado de Negócios da Embaixada da Roménia, Valeriu Niculae, e o presidende da UBC para a África, Manuel Sierra. O angolano José Mendonça foi o juiz do combate.

    O abandono de Cerneaga deveu-se ao alegado jogo à margem das regras da parte do angolano que foi considerado vencedor e acabou por revalidar o título. Cerneaga, no final do combate, não falou à imprensa. Depois dos dois primeiros assaltos em que Quicanga foi determinado e parecia preocupado em escolher, com cuidado, o lugar para golpear, no terceiro o angolano mudou de táctica e começou a fazer jogo faltoso. A mudança deveu-se a uma lesão no braço direito. Quicanga jogava mal. Bateu de forma indevida, agarrou, deu joelhadas e inclusive algumas cabeçadas mas nada nada foi suficiente para ser desqualificado pelo juiz angolano José Mendonça.

    Quando se pensava que Cerneaga não chegava ao terceiro round, dado o ímpeto de Quicanga, ante o ruidoso apoio dos cerca de cinco espectadores, eis que Cerneaga fez o jogo da paciência e adoptou a táctica do contragolpe. Como um jumento levado para o matadouro, Cerneaga parecia avisado do seu destino. Tinha poucas hipóteses. A única vantagem sobre Quicanga era ser quase cinco anos mais, mas este aparente benefício diluiu-se depressa no ambiente adverso, que encontrou na Cidadela. Tinha dito na véspera que não estava preocupado com o facto de lutar com arbitragem angolana. 

    Durante o combate, Cerneaga mostrou ser tecnicista e muito esquivo. Os seus ataques começavam sempre com uma defesa. Várias vezes reclamou do jogo do seu opositor. Esta é a primeira vez que Quicanga defende o título que conquistou em 2011. Com 39 anos, o pugulista angolano, que reside em Portugal desde 1990, onde representa o Health Club de Lisboa, somou o segundo título da UBC, depois de várias conquistas na TWBA. Nos combates amadores que abriram a gala, Vivaldo dos Santos bateu Miguel Kembo, para a categoria dos 52 Kg. A superioridade de Vidal levou a arbitragem a interromper o combate por incapacidade de Miguel. 

    No combate seguinte, Pedro Gomes do Interclube, campeão nacional dos 64kg, venceu Fundo Lusada,da Escola Vinde a Mim por 2-1. Dos dois combates profissionais previstos apenas se realizou devido ao adiantado da hora. Subiram ao ringue João da Conceição e Miguel Kamawete que venceu depois de um batalha pobre de técnica individual.


    O árbitro internacional angolano José Mendonça ajuizou pela quarta vez um combate em que um compatriota decidia um título mundial. Antes, em 1999, ajuizara o combate de Quicanga com Waldemar Barta, do Brasil. Em 2005, ajuizou o combate entre Quicanga e Ricardo Simarra e em 2007, entre Manuel Gomes e o romeno Bodan Condurage. José Mendonça disse, ao Jornal de Desportos, que não se sente mal a ajuizar combates nestas circunstâncias: “Quando estou no ringue não vejo o Quicanga ou o angolano, vejo dois pugilistas. Sou profissional. A minha preocupação é velar por duas coisas: a integridade física dos atletas e o cumprimento das regras da modalidade”.

     

     

    Tony, ao lado da esposa , do filho e do Ministro da Juventude e Desportos 

     


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