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    Tuga Agressiva, cantora “Estou solteira homem prá mim só quando estiver a precisar. "

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    De nome próprio Níria Milena Seitas, e artístico Tuga Agressiva, de 27 anos,  é  uma das referência do nosso panorama musical, no que concerne ao  kuduro.

    Com um estilo próprio que a tornam diferente das suas colegas, Tuga, começou pela dança, tendo depois passado pelo teatro.

    A música é a sua grande paixão. Em  breve , a cantora tenciona colocar nas bancas o seu primeiro Cd intitulado “  Se Deus é por mim, quem será Contra Mim”  com onze faixas e uma miscelânea de estilos e músicos nacionais.

    A viver uma fase  triste  da sua  relação marital, Tuga confessou  estar separada   e  dispensar   relações que sejam sérias, pois,  sofreu uma desilusão e quer apenas curtir, ou ficar.

    Platina Line-De que teme na vida?

    Tuga Agressiva-Tenho medo da morte.

    O que detesta nas pessoas?

    A falsidade.

    Onde prefere relaxar?

    Não tenho preferência, onde haver ambiente  gosto  de estar.

    O que sonha fazer na vida?

    Construir a minha casa e ter os meus filhos a estudar, assim como estão, e fazer  muitos cursos.  Gostaria de ser tudo um pouco no mundo da formação.

    De que é apaixonada?

    Sou muito e muito apaixonada por moto

    Que parte do seu corpo é que mais gosta?

    Falando  a verdade são  as minhas pernas.

    O que faz para manter  a forma?

    Olha, não faço nada. O meu corpo  é familiar. É cheiinho e já constituído.

    Qual é o seu vício?

    É a noite. Caio muito na noite.

    É romântica?

    Sou.

    Para si, o que é  ser  romântica?

    É ter amor ao próximo.

    Lembra do seu primeiro beijo?

    Dei-o quando tinha os meus treze anos, e foi com um moço chamado Dudas.

    E onde foi dado, durante uma brincadeira…

    Na verdade foi no quintal da minha avó.

    Como é o seu dia-a-dia?

    É estar mais no quarto,  pensando no futuro dos meus filhos.

    Então, não tens  um  emprego?

    Tenho. Faço negócios extras. Tenho por exemplo uma roulotte e vendo roupas.

    Se não fosse cantora, o que seria?

    Seria judoca, como um dia já fui.

    É difícil ser mulher, mãe e cantora?

    É difícil porque naquele momento em que queres fazer algo bonito com eles,  é o momento que as vezes os contratos  aparecem, então sinto-me um bocadinho ausente deles. E há aquele momento  em que quero ficar  ao lado deles, os avos também os querem, até porque são muito queridos por parte dos avos, quer  da minha parte e do pai.

    Como surge a sua paixão pela música?

    Surgiu em 2000, mas só tive a certeza em 2001 na Discoteca Man Jú, com a ajuda do dj Znobia.

    Qual foi a sua primeira música?

    Foi o Leritmo e gravei com Dj Znobia.

    Começou pela dança ou música?

    Eu desde sempre fui bailarina. Já fui uma das melhores bailarinas do grupo Cuca BGI e fiz parte também de um grupo de teatro NGuenzani Tuxicane.

    Actualmente muitos jovens estão apostados na música. Na sua maioria começa pelo kuduro  e depois  o semba. O que acha disso?

     

    É uma boa atitude, porque o kuduro, não digo que é um mau estilo, embora já foi muito criticado. Mas a uma certa altura,  cantar kuduro  não enfeita por causa da idade.  Temos de procurar um outro recurso, partir para o semba, kizomba ou um rumba.

    Quer  dizer com isso que o kuduro é um estilo para adolescentes?

    O kuduro tem mais gosto na adolescência, tu sentes aquela adrenalina, tu aproveitas  viver,  tu aceitas- te  assumir  o que é e o que não é, mas já com uma certa idade tipo quando eu tiver por aí os meus quarenta, vou ter de mudar. Não vou estar em palco a cantar kuduro que já não me vai enfeitar. Vou receber muitas críticas e as pessoas vão se rir de mim

    Então, que estilo pensa apostar no futuro?

    Apostarei  pelo  semba, sonhando ser produzida pelo Eduardo Paim e Paulo Flores

    Quando começou   levar  a música à sério?

    Mesmo sendo ignorada, sempre fui batalhadora e  actuei em palco. Inclusive no ano em que comecei a cantar, já pisava  palcos, como em Viana na  discoteca Cachimbo, entre outras. Mas como carreira e entrar em palco com responsabilidade  e o povo sabendo que esta é a Tuga Agressiva, mesmo sem estar  em palco,   foi ano passado.

    Quem mais o incentivou a continuar apostar nesta carreira?

    Foi o Dj Devictor  e o Kapa Show.

    A maioria dos  kuduristas  admitem terem  sido criticados, quando começaram  cantar kuduro. Você também passou por esta?

    Eu não sofri crítica porque desde sempre fiz um kuduro bonito e sempre soube me apresentar como uma kudurista bonita. Tenho um estilo muito diferente, apesar de me inspirar  na  Miss Eliot,  e a vocação vir dos Neutros das Seis, que também é um grupo de kuduro.  A adrenalina toda é deles, embora ajudam-me também nas  letras que canto,  o  Kapa Show e   o  Devictor  fazem  os coros. E fazemos um kuduro bom e não de anarquia. Há kuduro bom e mau, por isso é que tem havido muitas críticas ao estilo.   Há kuduristas  que não sabem se apresentar, isso temos de assumir. Quando  se entra para o mundo da música, tendo ou não meios financeiros, tem de se  arranjar um outro recurso, porque nem sempre se consegue  um contrato ou se canta todos os dias.

    Foi fácil conseguir  ter  o seu nome no mercado?

    Olha não foi, imagina que canto há onze anos para ser aceitada apenas  em 2011. Foi muito abandalho de  dj´s.  Hoje há dj´s que dizem: “ah Tuga você quando esta na televisão não  fala de mim”, é assim, não dá para falar de vocês, eu falo daquele que me deu valor, que é o Dj Devictor. Não me fechou a sua porta quando bati, e ajuda-me até hoje. Não pago nada à minha produtora, que tenho como  pai e mãe.

     

    Pensou alguma vez  em desistir?

    Nunca  pensei em desistir porque sou firme. Eu rezo muito e sempre tive a fé que um dia terei êxito. Tenho também algumas amigas que sempre me deram

    muita força, como a Dó, Gotinha, Fifi  e a Dudixi, a quem agradeço muito, assim como ao senhor Mariano, residente em Benguela, que foi a primeira pessoa a dar-me apoio em todos os aspectos, antes da LS Produções.

    É muito solicitada para shows?

    Graças a Deus tenho tido muitas solicitações. Às vezes sinto-me sobrecarregada e inclusive a minha produtora tem de adiar algumas. Eu agora todas as semanas tenho show. Sinto as vezes que os shows que faços são feitos no paraíso.

    Em que te preocupas quando escreves  suas letras?

    Preocupo-me mais com a barbaridade. Quando escrevo tenho medo de escrever algo que tem haver com ofensas, por isso solicito ajuda de outros músicos.

     

    Para si, quem mais aprecia o kuduro no país?

    São mais  os kotas e as crianças.

     

    O kuduro começou com os homens, embora agora também as mulheres se destacarem.  O que se lhe oferece comentar sobre isso?

    Acho bonito, sabendo que não devemos  contar só com os homens. Nós, as mulheres podemos também ajudá-los. Se antigamente muitas mulheres também foram à guerra para combater, porque é que no kuduro não vamos ter    mulheres para romperem.

    Até com que idade pensa cantar  kuduro?

    Pelo menos até aos 31 anos de idade.

     

    O que mais gosta no kuduro?

    A  instrumentalização, os beats.

     

    Você  dança e canta, como concilia?

    É um hábito, não consigo cantar sem dançar.

    Quem  cria suas  coreografias?

    Eu mesma crio prá mim e às bailarinas.

    Que  danças foram criadas por você?

    Olha,  criei agora o Tó Coro Tá Lembido e o Afrique Moto.

    Para quando o seu primeiro Cd?

    Felizmente,  o meu primeiro Cd já está pronto e daqui há dois meses estará no mercado. A produção é do Dj Devictor e edição da LS Produções.  O título é “ Se Deus é por mim, quem será contra mim”, por  ser  um álbum de muito sofrimento e  não fosse Deus não conseguiria tornar realidade este trabalho. Traz  onze  faixas nos  estilos kuduro e party house. Em termos de participações tenho as de  Mona Star, Titica, Brunança  e  Nacobeta.  O álbum promete e muito, muito todas as músicas vão bater.

    O que perspetiva atingir com este Cd?

    Pretendo ir mais longe, conquistar prémios, fazer  muito sucesso  cá no país na diáspora,  e contribuir no  desenvolvimento da nossa música.

    Porque mudou de nome?

    Não mudei, estou apenas com um slogan “Tuga Agressiva  A.k.a Comandante Bety, por  admirar  muito o trabalho dela. Fui investigando e conversando  com algumas pessoas sobre a sua vida e a trajetória para chegar  onde  chegou. E sua historia  cativou-me bastante e dai comecei a ter uma paixão pelo trabalho dela. Eu sou fã da Comandante Bety.

    Mas já falou com a Comandante Bety?

    Ainda não falei com ela. Pretendo, é um dos meus sonhos  estar frente a frente com ela para poder agradecer  e elogiar o que ela tem feito  pelo país.

    É verdade que esta solteira?

    Estou  solteira e de momento só quero ficar, ou curtir. Tive uma decepção na minha relação marital e decidi que homem pará mim só quando estiver  a precisar.

    Mas  foste  traída?

    Traída até não, fui ignorada, ele não soube me dar valor que merecia.

    Quer dizer com isso que  não tem sorte no amor?

    Tenho, porque até  estou apaixonada por alguém que também está por mim, mas  quero apenas ficar, ou curtir.

     

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