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    Uma aula magna de negócios com Jay Z

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    A história do menino pobre que virou milionário nunca foi contada por Jay como forma de vitimização. Para o rapper, ambição não é um veneno, mas uma espécie de motor que impulsiona as pessoas ao sucesso

    Em seus versos, ele já se comparou a Warren Buffett, Obama, Michael Corleone e até Bruce Wayne, o Batman. Shawn Corey Carter, o Jay Z, se apresenta como “a resposta do gueto a Donald Trump”, mas sabe que é maior que isso. O rapper americano somou seu prestígio cultural e poder empresarial para construir um império. Ele já protagonizou parcerias com a Hewlett-Packard, Coca-Cola, Budweiser, Reebook e Microsoft.

    A história do menino pobre que virou milionário nunca foi contada por Jay como forma de vitimização, mas de maneira inspiradora para muitos que sonham em vencer em uma selva como Nova York. Para ele, ambição não é um veneno, mas uma espécie de motor que impulsiona as pessoas ao sucesso.

    Após ser rejeitado por uma série de gravadoras, o rapper criou a sua própria. Em seguida, diversificou seus negócios ao investir em bares, boates, linhas de roupas, atletas profissionais e equipes de basquete. “Jay Z é um artista que conhece seu próprio valor e sabe o quanto é alto. Isso permite que ele feche os melhores negócios possíveis, por que ele sabe que para cada acordo que recusa, existem milhares de outros na gaveta”, afirmou Zack Greenburg, autor da biografia “Empire State of Mind: How Jay-Z Went from Street Corner to Corner Office”, ao

    Jay é um artista-empreendedor cuja influência ultrapassa qualquer barreira social e regional. Administradores podem extrair diversas lições não apenas dos seus acertos, mas também dos seus erros. Veja algumas:

    1. “I’m not a businessman, I’m a business… man.”

    Jay Z aprendeu cedo o que muitos empreendedores ainda não entendem: que em um mundo globalizado, negócios estão ligados à personalidade do empresário em questão. “Minhas marcas são uma extensão de mim. Elas estão próximas a mim, não é como gerir a General Motors, onde não há apego emocional”, disse o rapper. Jay sabe que seu principal negócio é ele mesmo e que está vendendo um estilo de vida comprado pelo mundo.

    Em entrevista, Jay explicou que um empreendedor não pode abrir mão da sua originalidade e deve sempre exigir respeito. Ele conta que, no início da carreira, sentia dificuldades em dialogar com empresários de “colarinho branco”. Entretanto, ele mostrou que é possível andar nos dois mundos com naturalidade, tanto o dos negócios quanto o do Hip Hop.

    Além disso, Jay mostra fidelidade ao seu estilo musical e boicota prêmios ou marcas que se mostram preconceituosas. Em 1999, ele se recusou a comparecer à entrega de um Grammy, que teria sido importante para sua carreira, por considerar que o evento não respeitava os rappers como deveria.

    2. “I sell ice in the winter, I sell fire in hell, I’ll sell water to a well” – “Eu vendo gelo no inverno, fogo no inferno e água a um poço”

    Se Jay Z está em uma sala, fechando um negócio, ele provavelmente é a pessoa mais inteligente do lugar. De acordo com Greenburg, ele sempre tem em mente que já fechou acordos com pessoas muito mais assustadoras que qualquer um presente. “Ele é bastante auto-confiante e observador. Presta atenção no que as pessoas vestem, em suas expressões faciais, como agem e, no momento certo, ele lança suas próprias exigências”, afirma Greenburg.

    Jay Z explica que faz parte de uma geração de artistas que aprendeu a capitalizar o próprio talento. Sua personalidade pragmática faz com que ele entre em parcerias duradouras, onde ele detém o controle criativo. Com a Reebook, por exemplo, tornou-se o primeiro “não-atleta” a ter uma linha própria de tênis, que durou aproximadamente quatro anos. A lição aqui é valiosa: use seus negócios para moldar sua imagem pública.

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    3. “I will not lose, for even in defeat, there’s a valuable lesson learned, so it evens up for me”. -“Eu não perderei, mesmo em derrotas existem lições, portanto ficamos quites”.

    Mr. Carter sabe como os erros do passado podem impactar um carreira, mas sabe também como usar as falhas em seu favor, mesmo como forma de aprendizado. Por já ter sido um traficante de drogas, ele encontrou dificuldades ao negociar com marcas como Chrysler. O rapper iria emprestar seu nome a uma versão do Jeep Commander, mas o negócio não se concretizou por que os executivos chegaram à conclusão de que o passado fora da lei de Jay seria prejudicial à marca. “Como todo empresário de sucesso, Jay Z tem sua cota de fracassos. Podemos lembrar do caso do Jeep e buscar lições de como encarar as adversidades: o conselho é não dar ênfase aos seus erros, mesmo quando eles não sejam culpa sua. E tente salvar os cacos deste negócio se for possível ou simplesmente siga adiante”, diz Greenburg.

    4. “Without the work, the magic won’t come.” – “Sem o trabalho, a magia não acontecerá”

    A ambição sempre foi uma característica intríseca a Jay Z. Em 1994, o empresário Damon Dash enxergou algo especial no rapper e quis se associar a ele. E com a recusa das gravadoras em trabalhar com Jay, eles decidiram montar a sua própria – a Roc-a-fella records. Juntos, a dupla assumia todo processo de divulgação do artista – desde a gravação dos CDs à colagem de cartazes nas portas das boates. Os álbuns eram vendidos no porta-malas do carro. Como consquência do trabalho, no ano seguinte, Jay Z já era reconhecido no universo do Hip Hop.

    Do alto do seu escritório, Shawn Carter continua um trabalhador incansável. Mesmo com tantas vitórias estampadas no currículo, continua ambicioso e criativo. Nas palavras dele, “o Che Guevarra com diamantes nos dedos”.

     

     

    Via Forbes.com e Administradores 

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