Xbox Live de bolso

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Qual empresa presente na guerra dos consoles que ainda não estava no mercado de portáteis? Pois é, ela mesma. E aqueles rumores todos que correm desde o início do ano agora se tornaram realidade: a Microsoft entrou oficialmente na guerra dos portáteis. Porém, em vez de brigar de frente com a Sony e a Nintendo, a empresa do Tio Bill resolveu aliar sua experiência na área de sistemas para smartphones com o Zune Marketplace, dando origem ao Windows Phone 7 (WP7), novo sistema operacional para smartphones, e ao WP7 Marketplace, loja virtual de aplicativos e músicas.

O novo sistema é uma reinvenção total do antigo e feioso Windows Mobile. Totalmente reformulada, a interface foi inicialmente apresentada no Mobile World Congress, na Espanha, em fevereiro deste ano. E ela é bastante atraente. Mas só agora em setembro foram revelados os deatalhes do que roubou realmente a cena no WP7: a Xbox Live presente no sistema.

A Xbox Live do WP7 é bem familiar aos jogadores do Xbox 360. De cara, seu avatar, pontuações e contatos da Xbox Live estão automaticamente lá. Assim como na Xbox Live, o avatar é interativo, ele reage às outras funções do celular. Ao se chacoalhar o telefone, por exemplo, ele fica “tonto”.

E OS GAMES?


Pelo que se viu até agora, dá para especular que a experiência de jogo no WP7 será no mínimo igual à do iPhone OS, o que já é um ótimo começo. Várias empresas estão comprometidas com o sistema e, de cara, já existem cerca de 60 jogos disponíveis para a plataforma.

Grandes nomes do desenvolvimento de jogos, como Gameloft, THQ e Namco, já estão desenvolvendo para o WP7. O próprio Microsoft Studios está preparando jogos exclusivos, além de ports quase idênticos de jogos da XLA. Além deles, teremos também títulos como Assassin’s Creed, Castlevania, Guitar Hero 5 e Halo Waypoint.

Splinter Cell Conviction para Windows Phone 7

Tudo estará disponível em uma loja online batizada de Windows Phone 7 Marketplace, construída nos mesmo moldes da Xbox Live. A ideia aqui é que, além dos jogos que podem ser baixados, tem também músicas, vídeos e aplicativos, entre outras coisas. Os usuários poderão baixar e testar os jogos antes de comprar e não será necessário baixar a versão completa novamente, como acontece na App Store. Porém, ao contrário da XLA, não haverá MS Points. Estará disponível apenas a opção de pagar em dinheiro ou via cartão de crédito.

O QUE PRECISA TER


Surpreendentemente, o WP7 será mais flexível do que seus antecessores. Assim como o sistema para smartphones Android, do Google, o WP7 não usará um hardware específico construído pela empresa fabricante do software. Outras companhias fabricantes de celulares poderão colocar o WP7 em seus smartphones. Para isso, no entanto, a Microsoft estabeleceu requisitos mínimos para se rodar o sistema.

Chamada de “chassis”, cada variante especifica os moldes do smartphone. O Chassis nº1 requer uma tela touchscreen capacitiva de 3,6 polegadas (maior que a do iPhone), um processador com no mínimo – isso mesmo, no mínimo – 1 Ghz e obrigatoriamente suporte a aceleração gráfica.

O Chassis Nº 2, por sua vez , permitirá teclados físicos QWERTY slide adicional à tela touchscreen, como o Sony Ericsson XPERIA X2. Curiosamente, até 2009 a Sony ainda fabricava smartphones com sistema operacional da Microsoft e somente agora em 2010 as duas empresas desfizeram a parceria.

Para finalizar, os modelos do chassis nº 3 seriam smartphones no estilo “barra”, como o Palm Treo.

Percebe-se que a iniciativa da Microsoft de trazer a Xbox Live para os smartphones é uma tentativa de briga direta com a App Store, da Apple, e seu iPhone. Muita gente pode nem dar importância à presença dos smartphones entre os consoles portáteis, mas é bom lembrar que, segundo o Flurry Analytics, o iPhone já “come” 19% do mercado de portáteis, contra 11% do PSP. É impossível não imaginar que a nova proposta da Microsoft não gere um “estrago” bem parecido.

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