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    Adolescente britânico é indiciado por ciberataques

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    O jovem britânico Ryan Cleary, de 19 anos, foi indiciado nesta quarta-feira por cinco crimes relacionados a computadores, entre eles um ciberataque contra o site da agência britânica de investigação de crimes organizados graves.

    Cleary é suspeito de ligação com o grupo de hackers Lulz Security (conhecido como LulzSec), que já diz ter atacado sites como da Sony Pictures, da rede online de videogames da Sony e de órgãos ligados ao governo americano. O braço brasileiro do grupo, o LulzSecBrazil, reivindicou responsabilidade nesta quarta-feira por um ataque ao site da Presidência da República.

    As autoridades britânicas não confirmaram o envolvimento do jovem na organização criminosa virtual, e o Lulz também negou ter Cleary entre seus membros.

    Mas, segundo o analista de segurança da BBC Frank Gardner, a unidade de crimes virtuais da polícia admitiu que a prisão do jovem está relacionada a uma investigação sobre os ataques – reivindicados pela Lulz – contra o site da agência de crimes organizados.

    O britânico foi indiciado com base em uma lei sobre uso indevido computadores e tem audiência agendada para esta quinta-feira. Ele é acusado de conspiração com desconhecidos para promover ataques contra websites.

    Cleary havia sido detido na véspera em sua casa, no condado de Essex (sudeste da Inglaterra), e seu computador foi apreendido pelos policiais, para tentar descobrir se ele teve participação no ataque virtual à Sony.

    ‘Introvertido’

    Em entrevista a uma rádio local da BBC, a mãe de Ryan descreveu o filho como uma pessoa “introvertida” que passava a maior parte do seu tempo diante do computador e que não gostava muito de sair de casa.

    Segundo ela, “os computadores são o seu mundo”.

    Ele teria dito à mãe, ao ser detido, que tinha medo de ser extraditado.

    A Scotland Yard (polícia metropolitana de Londres) afirmou que a operação que resultou na prisão de terça-feira ocorreu depois de uma série de ataques por um mecanismo chamado DDoS (distributed denial-of-service attack, ou “ataque distribuído de negação de serviço”, em tradução livre), que sobrecarrega os sites e faz com que as páginas saiam do ar.

    Autoridades descreveram a prisão de Cleary como “significativa”, alegando preocupações com “a gama de cibercrimes, da (obtenção ilícita) de informações pessoais a como um pedófilo pode entrar no quarto de uma criança”.

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