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    Alemanha é o primeiro europeu a ganhar um Mundial realizado na América

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    Após conquistar Copas em casa, na Suíça e na Itália, alemães conseguem, pela primeira vez, vencer um Mundial fora de seu continente, superando o forte calor brasileiro

    Oito finais de Copas do Mundo. Nenhuma outra seleção disputou tantas vezes a decisão mais importante do futebol mundial. Treze vezes entre os quatro primeiros colocados. Nenhum outro país colocou-se tantas vezes entre os melhores em Copas do Mundo. Só faltava a Alemanha mostrar toda essa força, de uma das maiores equipes da história do futebol, vencendo um mundial fora de seu continente. Nas três vezes anteriores, 1954, 1974 e 1990, a vitória veio na Europa, em países com clima semelhante ao alemão. Desta vez, com um de seus melhores times em todos os tempos, os alemães superaram o calor brasileiro e aplicaram no anfitrião Brasil a maior goleada de sua história, em uma campanha que entra para a lista das mais consistentes entre os vencedores de Copas do Mundo.

    O primeiro grande feito da Alemanha em mundiais ocorreu em 1954. A Alemanha enfrentou, na final, um dos maiores e impressionantes times da história das Copas que, inclusive, a havia goleado por antológicos 8 a 3 na primeira fase do torneio. A Hungria, de Puskas, marcou 27 gols em cinco partidas. Média de 5,4 gols por partida, feito nunca superado por outra seleção. Após o massacre da fase de grupos, os alemães começaram perdendo a decisão por 2 a 0 e viraram para 3 a 2, em uma das mais espetaculares e surpreendentes finais da história das Copas. Era o primeiro título mundial alemão.

    A segunda conquista viria apenas 20 anos depois – e enfrentando uma seleção tão espetacular e marcante quanto a Hungria dos anos 50. A maior geração do futebol alemão era base do Bayern de Munique, tricampeão europeu na década de 70. Sepp Maier, Franz Beckenbauer e Gerd Müller levaram a Alemanha a seu segundo título após uma histórica decisão contra a Holanda de Johan Cruyff, conhecida como a Laranja Mecânica.

    O tricampeonato viria sob o comando do capitão do último título e maior ídolo da história do futebol alemão. Beckenbauer já havia sido o treinador da Alemanha no vice-campeonato da Copa de 1986 e levou a seleção a sua terceira final seguida em 1990, contra a mesma adversária de quatro anos antes, e rival de hoje. A final contra a Argentina, de Maradona, grande carrasco da Copa anterior, era a chance de uma revanche perfeita na Itália. O gol de pênalti de Brehme, no fim da partida, foi suficiente para garantir o sofrido terceiro título ao país.
    Após terminar as últimas três Copas entre os três primeiros, a Alemanha chegou ao Brasil com status de favorita, ao lado de Espanha, Brasil e Argentina. A estreia foi avassaladora: 4 a 0 sobre Portugal, de Cristiano Ronaldo, em Salvador. As duas partidas seguintes já não foram tão fáceis. Os alemães tiveram que suar para empatar com Gana, na segunda partida, e vencer o competitivo time dos Estados Unidos, na última rodada da fase de grupos.

    Nas oitavas de final, a Argélia parecia o adversário dos sonhos. Sem tradição no futebol, o time africano aparentava ser presa fácil para o time formado, predominantemente, por jogadores do Bayern de Munique, um dos melhores do mundo na atualidade. Só parecia. Os argelinos, apesar de não terem tido o domínio do jogo, conseguiram levar a partida para a prorrogação e perderam várias chances em contra-ataques durante a partida.

    Nas quartas de final, a adversária foi a histórica rival França. Em uma partida muito disputada, os alemães chegaram à vitória com uma cabeçada do zagueiro Hummels, que garantiu o êxito pelo placar simples. Mas a grande exibição da Alemanha no torneio viria na semifinal. Contra o anfitrião Brasil, o maior campeão da história das Copas, a expectativa era de uma partida dificílima, que não se confirmou. A Alemanha aplicou a maior goleada da história das semifinais de Copas do Mundo e impôs ao Brasil a mais terrível humilhação de sua história, com um trágico e histórico 7 a 1, em pleno Mineirão.

     

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    A final não poderia ter sido mais emocionante. Em um belíssimo jogo, em que ambas as equipes tiveram grandes chances ao longo da partida, a Alemanha venceu a Argentina, repetindo as finais de 1986 e 1990, com um golo do menino Götze, no segundo tempo da prorrogação. Com 22 anos recém completados, o meia do Bayern de Munique escreveu seu nome na história das Copas e deu, com um belo gol, o quarto título mundial àquele que foi, efetivamente, o melhor time da Copa do Mundo do Brasil. O futebol europeu parece ter descoberto que, apesar da diferença climática e da distância de seus torcedores, é possível, sim, vencer um mundial nas Américas.

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