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    Baja Portalegre foi motivo de orgulho para Angola

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    No fim-de-semana, 1 e 2 de Novembro, realizou-se a última prova do campeonato do mundo de Todo-o-Terreno, a Baja Portalegre, com nota positiva para a equipa angolana Social Team, representada por Deborah Almeida e Rodrigo Morais entre os 15 primeiros dos 28 inscritos e com Rómulo Branco a sagrar-se Vice-Campeão da Taça do Mundo.

     

    Os cerca de 400km, disputados numa etapa única, não assustaram os angolanos que alcançaram o grande objectivo de ambos “terminar a prova”.

     

    O maior objectivo desta prova era chegar ao fim, eram 357km e, pelo menos metade dos carros não chegam ao final, conseguir terminar é uma grande vitória. Superámos o objectivo completamente e ainda tivemos o bónus de trazer uma taça de 1º lugar da classe 3 UTV/Buggy”, conta Deborah.

     

    Para a piloto, que ficou em 2º lugar do Troféu Buggy do Campeonato Português, foi muito difícil passar pelas ribeiras, porque o carro ficava preso nas passagens: “Uma das vezes tive que ser rebocada por tractor. Outra dificuldade foi a direcção assistida, cada vez que passava uma ribeira ia ficando mais difícil, até que nos últimos 30km fiquei sem direcção completamente”, acrescenta.

    Rodrigo, igualmente satisfeito, com objectivo “alcançado a 100%”, também encontrou dificuldades numa prova que adorou, mas “recheada de azares”, com os rolamentos do cubo que liga à manga ao eixo gripados.

    O mais difícil foi ter que lidar com os azares e ter de levar o carro sem condições até ao fim da prova, ter de completar os últimos 200km a pensar que a qualquer momento o carro podia parar é muito duro”, relata o piloto que terminou a prova em 13º na classificativa geral dos UTV/Buggy, na classe UB1, a correr num ARCTIC CAT WILDCAT 1000, acompanhado do co-piloto Bernardo Frazão.

    O frio, a lama, as ribeiras representaram obstáculos complicados para os pilotos, que estão mais habituados à poeira e que ainda assim viram na prova de Portalegre um “sonho realizado”:

    “Estamos de parabéns, esta Baja tem grande significado porque é a maior e a mais difícil de Portugal e nós conseguimos terminar”, lembram os pilotos.

    Um Vice-Campeão do mundo entre angolanos

    Rómulo Branco viu a sua luta pelo título mundial condicionada por um acidente de percurso que comprometeu a conquista pelo título mundial na categoria T2, posição que disputava com o seu adversário directo, o russo Alexander Baranenko.

    O Mitsubishi Pajero da dupla luso-angolana seguia num bom andamento até que ao km170 um embate numa árvore viria a comprometer a prestação da equipa, que completou este ano, pela primeira vez, o Campeonato do Mundo de Todo-o-Terreno.

    Começámos este segundo dia de prova com um bom andamento, com um ritmo muito certinho, sem arriscar muito, mas ao km170, aparentemente sem explicação, batemos numa árvore, o que também parece ter acontecido com outros colegas. Parecia um desvio de uma árvore muito simples, mas toquei no travão e o carro acabou por bater na árvore”, lamenta Rómulo Branco, que acrescenta:

    Ainda conseguimos ser puxados até ao final do percurso, recuperámos o carro e penalizámos cerca de 25 minutos. O carro ficou com alguns problemas: aqueceu muito e tivemos de seguir a um ritmo muito lento para o trazer até ao fim…e não foi possível fazer mais do que isto”.

    Apesar do sucedido nesta Baja 500 Portalegre, derradeira prova do Campeonato Nacional e da Taça do Mundo de Todo-o-Terreno, Rómulo Branco, faz um balanço positivo da temporada 2013.

     “Foi pena porque fizemos tudo para conseguir o título. Lutámos mas não foi possível lá chegar. Esta é a primeira vez que eu e o João fazemos um Campeonato do princípio ao fim. Posso dizer que aprendi muito com esta experiência. Aprendi muito nas areias do Dubai, do Qatar. Nas Bajas andámos sempre bem. Só tivemos o azar da Polónia por causa dos problemas mecânicos e este azar aqui em Portalegre, mas o balanço é muito positivo. As corridas são mesmo assim”.

    A Baja de Portalegre foi disputada no sábado, dia 2, num percurso de quase 400km, prova em que foi possível o Social Team elevar Angola além fronteiras devido também ao apoio da Agrinsul, Speed, Miami Beach, Unitel e da Federação Angolana dos Desportos Motorizados.

    Esta Baja teve 74 automóveis inscritos e 260 motos (nas quais se enquadram os UTV’s e os Buggys), Rodrigo Morais competiu na classe UB1 e Deborah na classe UB3, ambos em Buggys.

     

    Mais fotos emhttps://www.facebook.com/media/set/?set=a.407014859424698.1073741846.239210426205143&type=1

     

     

     

     

     

     

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