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    Veja fotos "Boda" de sábado de Paulo Flores Bateu…

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    O espectáculo “Boda dos anos 70, 80 e 90” de Paulo Flores juntou na noite de sexta-feira mais de 20 mil fãs no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, para reviver os tempos passados ao som da boa música.

     


     

    A vontade de fãs de várias idades e extractos sociais, que no final agradaceram o músico pelo espectáculo proporcionado, para verem e ouvirem de perto um dos melhores executantes do semba motivou, à semelhança de 2008, a lotação do espaço.

     

     


     

    Mas, horas antes deste agradecimento, às 17 horas, a afluência dos espectadores ao Estádio dos Coqueiros não fazia prever casa cheia, tal como foi o primeiro show de Paulo Flores no mesmo local.

     

    As longas filas de carros e pessoas que se tornaram “habitues” nos shows dos grandes artistas angolanos não eram visíveis, facto que levou muitos a se questionarem do porque de tanta “frieza”, tendo em conta que num único palco iriam estar cantores de sucesso (Yuri da Cunha e Yola Semedo como convidados), porém com o decorrer do tempo o cenário se foi alternando para no final haver casa cheia.

     

     


     

    Cenário contrário foi surgindo com a composição do estádio ao som das músicas cantadas outrora por Teta Lando, Irmãos Almeida, Eduardo Paim, Dom Kikas, Isidora Campos, pelo grupo Versáteis, O2, Ricardo Abreu, entre outros.

     

     


     

    Antes das 20 horas, a compositora Garda de Oliveira subiu ao palco acompanhada do Grupo Nguami Maka para abrir o tão esperado espectáculo de Paulo Flores (depois do primeiro concerto em 2008, Paulo só voltou aos Coqueiros este ano).

     

     

     

     


     

    Embora com um físico aparentemente cansado e sentada numa cadeira, Garda mostrou que ainda estava entrosada e habilitada a levar a assistência, na sua maioria jovens, aos gritos, assobios e pulos, com melodias que marcaram a sua era e a noite de hoje.

     

    O público deixou-se contagiar  pelas músicas como se dela fizesse parte. Ao encerrar a sua actuação com o tema “Cidralha”, Garda ainda concedeu espaço ao jovem guitarrista que a acompanhava, momento único e sublinhado pelos espectadores.

     

    A compositora deu lugar ao grupo Nguami Maka, que também fez uma actuação com os instrumentos tradicionais angolanos (batuque, Ungo e Reco-reco).

     

    Feita a sua apresentação o grupo desceu do palco e, consequentemente, a banda angolana Evolution passou em revista alguns sons de autoria de cantores como Grace Evora, os Kassav e Livity, Rui Lost One e outros criadores que marcaram os anos 70.

     

    De seguida, Paulo Flores tomou conta do palco ao som da batucada do seu filho Kiari, que o acompanhou a subida a “arena”, aplaudido pelas milhares de pessoas que o aguardavam com muita ansiedade.

     

    Sem mais delonga, irrompeu com o “reencontro” para aproximar os ouvintes a sua música. A escolha surtiu o efeito desejado, ninguém mais parou de dançar e quem não estava passou a fazê-lo ou sozinho ou com um par.

     

    O “balanço” soava aprazível para quem, pela primeira vez ou não, já ouvirá os temas “Cherry”, “Ramiro”, “Cabelo da moda”, “Dialogue”, “Meu segredo”.

     

    Com um guião previamente preparado, de seguida o artista passou por “O povo”,  seguindo-se uma homenagem aos artistas Ruca Van-Dúnem, Cesaria Evora e Michael Jackson, com as canções “Manhã de Domingo”,  “The way you make me feel” e “Triller”.

     

    Acompanho pelo público, Paulo Flores interpretou ainda “Mar Azul”, que marcou a cumplicidade com Yola Semedo, uma das convidadas do dia.

     


     

    O mesmo momento aconteceu com a entrada em cena de Yuri da Cunha, artista que dividiu também o palco com Paulo Flores, homenageando Man- Ré e Mamborró.

     

     

     

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