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    Cidade de Luanda paralisada parcialmente devido ao protesto de taxistas

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    A cidade de Luanda encontra-se hoje (segunda-feira) parcialmente paralisada, devido ao protesto dos taxistas (candongueiros) que discordam com as novas paragens estabelecidas pelo Governo Provincial de Luanda, nos diversos municípios e distritos, o que impediu a deslocação de munícipes de e para o trabalho e para outros destinos, constatou a Angop.

    Desde a manhã de hoje, em vários pontos da cidade, com realce para a periferia, os taxistas neutralizam os companheiros (outros taxistas) que não aderiram à manifestação ameaçando-os com objectos contundentes, como paus e garrafas, obrigando-os a abandonar as viaturas, depois de descarregar os passageiros.

    Esta situação ocorreu ao longo da Avenida Deolinda Rodrigues, Pedro de Castro “ Loy”, 21 de Janeiro, zonas do São Paulo, Cuca, Sanatório, Kibango, congolenses, Futungo, Fubu, Camama, Lixeira e Balumuca

    Entrevistado pela Angop um representante de um denominado movimento “ Nova Aliança dos Taxistas”, Alexandre Martins disse que foi realizada a manifestação porque não concordam com as novas paragens estabelecidas pelo Governo Provincial de Luanda, nos diversos municípios e distritos.

    “ Não estamos de acordo com a conduta negativa de alguns taxistas que fizeram os distúrbios, mas as autoridades devem aumentar o número de paragens, e consequentemente rever urgentemente a tarifa de 100 kwanzas cobradas actualmente, pois não satisfaz as despesas”, sublinhou.

    Entretanto o presidente da Associação de Taxistas de Luanda (ATL), Manuel Faustino, alertou aos proprietários de táxis, habilitados para serviços, a terem o controlo das suas viaturas e trabalhadores.

    Por este facto, Manuel Faustino pediu aos taxistas que esperem pela orientação das autoridades, para algum acerto em relação ao assunto, pois a ATL é o único interlocutor válido junto do Governo Provincial de Luanda (GPL).

    Então, prosseguiu, todos os filiados deverão manter a calma, pois em caso de arruaça as forças policiais vão actuar e os infractores responderão criminalmente de acordo com a Lei vigente no país.

    Em consequência das arruaças, o Comando de Luanda da Polícia Nacional deteve, em vários municípios e distritos da província, vários motoristas e cobradores de serviço de táxis (candongueiros) acusados de estarem implicados em distúrbios na via pública, desde as primeiras horas da manhã.

    O porta-voz do comando provincial da corporação, inspector-chefe Mateus Rodrigues, disse à Angop que os elementos, cujo número não foi divulgado, foram encaminhados para as diversas esquadras municipais e distritais onde será instruído um processo-crime e julgados sumariamente pelo Tribunal de Polícia.

    Segundo o responsável, em muitos casos registaram-se danos matérias, nomeadamente a quebra de vidros de viaturas particulares, tendo garantido que a situação esta já controlada pelas forças da ordem.

    Por sua vez, director provincial do Gabinete de Infra-estrturas e Serviços Técnicos, Jorge Bengue, apelou aos taxistas (candongueiros) a efectuarem as paragens em locais já definidos pelo Governo da Província de Luanda, para cada rota e a fazerem o embarque por ordem de chegada.

    O responsável disse que alguns taxistas tentam causar embaraços não cumprindo com as instruções.

    Recordou que, para a implementação deste novo modelo de mobilidade rodoviário para Luanda, o GPL recebeu contribuições da associação de taxistas, para definir os pontos de paragem e as novas rotas, principalmente na zona urbana.

    Jorge Bengue reiterou a necessidade da criação de paragens separadas para autocarros e candongueiros, podendo, no entanto e em determinas situações, admitir-se a coabitação por exiguidade de espaços.

    Até ao momento foram já montados alguns pontos de paragem nos Largos da Mutamba, Baleizão e Porto de Luanda, distrito urbano da Ingombota, Sambizanga, Cazenga e Viana.

    Constam, igualmente as zonas do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, ex-Zamba-2, mercado dos Congolenses, nos distritos urbanos da Samba, Maianga e Rangel, respectivamente, numa acção que conta com a colaboração da Unidade de Trânsito.

     

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    Por sua vez o comandante da Unidade de Trânsito de Luanda, superintendente chefe Roque Silva, esclareceu que no âmbito da autonomia das administrações locais estas criaram as paragens que acabou em confusão.

    “ O certo é que que Polícia de Trânsito não vai permitir as paragens desordenadas criando a confusão na via, com a criação de duas faixas, bem como ameaça à integridade física dos cidadão”, frisou

    Angop/ Platina line

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