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    Conheça Josh Brolin

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    É escritor à procura de inspiração em Vais Conhecer o Homem dos Teus Sonhos, no filme de Woody Allen, já em exibição, e será Indomável, com estreia marcada para 17 de Fevereiro (mas antes irá abrir o festival de Berlim), num regresso aos manos Coen. Josh Brolin pode ter um ar severo, mas não tem problemas em afirmar: “Lá em casa, é ela quem manda!”

    O ar de duro, o charme natural e uma voz profunda inconfundível têm-no ajudado a dar espessura a cowboys, um corretor de bolsa e até um Presidente. À Máxima confessou recentemente em Cannes que a sua paixão é mesmo a escrita. Espanto? Talvez. Mas o talento de realizador também lhe corre nas veias. O fiel marido de Diane Lane equaciona até dirigir a sua mulher. Mas contracenar com ela? Isso nem pensar.


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    No filme Vais Conhecer o Homem dos Teus Sonhos interpreta um escritor sem inspiração. Sentiu-se de alguma maneira próximo deste homem?
    Sem dúvida. Eu sempre quis ser escritor. 

    A sério?
    Sim. Mesmo antes de querer ser actor. Eu sempre escrevi. A minha mãe lia os poemas que escrevia quando tinha oito ou nove anos e ficava baralhada porque não percebia nada. Era muito do estilo do Woody Allen (risos). Neste momento, acho que ainda estou a trabalhar a minha estrutura e diálogos. No fundo a tentar perceber o meu estilo.


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    Sente que a sua inspiração e o estilo melhoram com o contacto com outros realizadores?
    Sem dúvida. Claro que sim. É que não gosto de aparecer e esperar que me digam o que tenho de fazer. Gosto de me envolver. O mesmo se passou com o Woody. 

    Trabalhou também recentemente com o Oliver Stone (WWall Street 2). Acha que é uma personalidade oposta à do Woody?
    O oposto não é, mas o Woody estava suficientemente satisfeito com a minha prestação para me deixar à vontade – apesar de eu não concordar. Já com o Oliver somos bastante parecidos, pois ambos gostamos de desconstruir as coisas e fazer todas as modificações. Já a minha prestação não gostei tanto.

    Com Oliver Stone ou Woody Allen?
    Em ambos. Normalmente não gosto de me ver no ecrã. 

    É sempre assim?
    Nem sempre. Com os irmãos Coen gosto sempre muito, porque as personagens não se parecem com nada. São completamente bizarras e têm um ritmo doido. O que gostei de trabalhar com o Oliver, tanto em W como em Wall Street, é que as personagens não têm nada a ver comigo.


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    Como foi a sua experiência com os Coen em Indomável?
    Foi um filme em que fui muito longe com a minha personagem. Vamos ver se funciona ou não. É muito interessante. Retira a natureza primitiva deste tipo e leva-a até à Lua. Literalmente. Só vendo mesmo. É um idiota total. Adorei.

    Na verdade, com os Coen as suas personagem têm sempre um ar de duro. O Josh considera-se também um duro?
    Duro eu? Não… eu sou capaz de me emocionar com pouco e até chorar. Acho que sou até mais o oposto. Não sei, se calhar até sou. Ainda sou capaz de entrar em lutas. Isso é ser duro? Muitos tipos que conheço são considerado duros, mas na realidade não são. São talvez mais solitários. É como eu, gosto de estar com o meu gado…

    Também é assim em casa? Aí é a sua mulher que manda?
    Mas, claro, com certeza que sim. Especialmente a minha mulher. É por isso que eu digo que tenho um óptimo casamento, pois eu gosto disso. Eu apenas finjo que mando, mas é ela quem manda.

    E o que é que faz então?
    Eu? Finjo que mando… Veja, a nossa família é muito pouco complicada, pois todos nos damos bem com os nossos ex. Todos trabalhamos muito. Eu trabalhei nove meses seguidos e, depois, quando cheguei a casa foi a vez dela sair. E temos ainda as crianças para tratar. Tenho muito para fazer, mas gosto do que faço.


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    A Diane está cá em Cannes consigo?
    Foi-se embora há uma hora atrás. Mas esteve ontem à noite comigo. Foi óptimo estarmos juntos. E estava muito sexy. Foi óptimo ser a minha miúda. Ela mostrou-me que gostou ,e eu gostei de saber isso.

    Poderemos alguma vez ver um filme com o Josh Brolin e a Diane Lane?
    Olhe, acho que posso praticamente garantir, mesmo sem saber o futuro, que nunca iremos trabalhar juntos.

    Porquê?
    Acho que seria estranho. No entanto, ela disse que gostava que eu a dirigisse. Isso já gostei. Como realizador não me importaria, mas como actor sentir-me-ia estranho, não sei porquê.

    Já percebi, no cinema você dirigia-a, enquanto que na vida real é ela quem o dirige…


    (risos) É isso mesmo… É uma boa maneira de ver, sim senhor.
    A entrevista foi cedida pela revista Maxima
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