Covid-19: Pesquisa mostra que luandenses temem por contágio

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Quarenta e seis por cento da população da província de Luanda, com cerca de 10 milhões de habitantes, receia ser contaminada pela Covid-19, e 14% pela falta de alimentos nesta fase da pandemia, revela estudo de sondagem de opinião da Marktest Angola.

O receio de ser contaminado e a falta de alimentos são as duas maiores situações que melhor traduzem os luandenses, de acordo com esta oitava sondagem de opinião pública sobre “ o que a população pensa sobre à Covid-19” realizada no período de 2 a 6 do mês em curso e apresentado nesta quinta-feira.

A sondagem feita com envio de um questionário semi-estruturado com cinco perguntas contou com uma amostra de 355 habitantes com mais de 15 anos de idade.

Foi feita com recurso a base de contactos telefónicos da Markest Angola e a mostra estratificada por município com quotas de sexo e estrato sócio-económico.

Em comparação com os estudos feitos em Abril deste ano, cuja percentagem apontava para 34%, enquanto sobre a falta de comida em 17%.

O terceiro maior receio, a par de não sobreviver ao vírus, é o facto de o Sistema Nacional de Saúde não corresponder à pandemia.

Apresentado pela directora da Marktest Angola, Ana Pereira, o estudo revela ainda que, comparativamente ao início do mês de Abril, os atributos (estado de espírito) relacionados à confiança calma/tranquilidade, descontração e boa disposição sofreram também alterações.

De acordo com o gráfico exibido, 56% dos luandenses manifestaram preocupação em relação a doença contra os 55% anteriores, enquanto o número de pessoas que mantém a calma/tranquilidade reduziu de 55% (Abril) para de 41% (na semana 02 a 6 de Julho).

O estado de espírito de ansiedade/stress decresceu 13%, mas a insegurança subiu para 12% , sendo 23% em Abril e 35% na semana 02 a 6 de Julho.

Os dados recolhidos via telefone, com auxilio da base de contactos da Marktest, faz também referência às actividades e mobilidades dos luandenses nesta fase da pandemia.

A frequência ao trabalho teve também uma variação, passando de 65% em Abril para 46% na semana 02 a 06 de Julho, tendo acontecido de igualmente o ir as compras ( 81% em Abril e 89% na semana em referência de Julho).

Os números de permanência em casa passou de 90% para 80% nos primeiros dias da semana de Julho, observando-se uma quebra de 10% de luandenses que passaram a sair a rua.

Quantos aos hábitos e higiene, a sondagem revela que os luandenses reduziram significativamente os procedimentos de lavar as mãos várias vezes ao dia, bem como descalçar os sapatos antes de entrar em casa.

Para este caso, Ana Pereira aconselha a necessidade de se voltar a lembrar a população sobre a importância de tais hábitos.

Segundo a sondagem, na primeira semana de Julho, 13% da população manteve com os hábitos de lavar as mãos com frequência e 28% em descalçar os sapatos antes de entrar em casa.

O número de vezes de limpa da casa observou também uma redução, bem como andar de carro e táxi.

Enquanto isso, aumentou os hábitos do uso de tecnologias de informação como, tv, rádio telemóvel, ouvir música, bem como o de leitura, neste caso livros como a Bíblia Sagrada.

Ana Pereira deixou claro, durante a apresentação da sondagem, que os resultados obtidos não reflectem a realidade de outras províncias do país, tendo com conta a especificidade de cada uma.

Por outro lado, a maioria da população, 88%, sabe a quem contactar em caso de suspeita de casos de Covid-19, destacando a linha 111, como meio de denúncias ou obtenção de informação, desde o inicio da pandemia, em Março deste ano.

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