Dom Caetano lança segundo disco a solo intitulado Mateus:7.7

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O músico angolano Dom Caetano lançou e autografou hoje, em Luanda, na Praça da Independência, o seu segundo disco a solo intitulado “Mateus:7.7”, numa altura em que completa 38 anos de carreira.

 

 

A obra comporta dez faixas musicais, sendo seis inéditas e quatro com novos arranjos, essencialmente nos estilos semba e rumba.

 

 

Segundo o artista, o trabalho apresentado dita o percurso da sua história, pelo que considera a sua carreira positiva por estar a realizar um sonho de menino.

 

 

Para si, os 38 anos devem ser preservados porquanto guardam o sonho que teve desde pequeno e que alimenta a espiritualidade que lhe move desde muito novo.

 

 

De acordo com o músico, o que vem espelhado no álbum Mateus capitulo 7 versículo 7, está na dimensão que sempre o caracterizou e espera não agradar a “gregos ou troianos”, mas à medida que as pessoas vão ouvir, vão gostar e se rever naquilo que são interpretações boas que sempre apresentou.

 

 

 

O álbum com 10 mil cópias para serem distribuídas em todo país trás dez faixas musicais, nomeadamente: “Xico Dia Cabu”, “Homenagem ao Marubia”, “Dimi Die”, Dimi Dia Kouami”, “Suicídio”, “Kuimbila Kuami”, “Musunda”, “Malvada Intempérie”, “Kusokana Tia” e “Tu Bíen Querer”.

 

 

Dom Caetano foi  vencedor do Prémio Welwitchia, atribuído pela Rádio Nacional de Angola, em 1987, como vocalista dos Jovens do Prenda com a canção “Nova Cooperação”, e em 1991 ganhou o prémio da União Nacional dos Camponeses de Angola com a canção “O meu chão tem tudo” .

 

 

 

Foi ainda vencedor do primeiro e único Prémio Sonangol da Canção, em 1996, com a música “O pecado carnal”. Ficou em sétimo lugar, num universo de 10 concorrentes, no primeiro festival da canção política, organizada pela JMPLA, em 1982, na cidade do Huambo.

 

 

Caetano Domingos António está ligado à música há 38 anos. Subiu pela primeira vez ao palco em 1973, no Centro Cultural os Anjos, no Sambizanga e foi acompanhado pelo Conjunto Astros. Nesse mesmo ano, em companhia de alguns amigos dos bairros Mota e Cabuite, forma o conjunto “Os sete amigos”.

 

 

Ainda em 1973, actuou no “Surpresa 73”, do Rangel, como guitarrista baixo. Passou, também, pelos Sete Incríveis, do Sambizanga. Entre 1976 e 1979, como vocalista actuou no “Combo Revolucion”, em Havana.

 

 

De 1985 a 1996 actuou, como vocalista, nos “Jovens do Prenda”, passando pelo “Instrumental    1º de Maio”. De 1999 a 2001 passou pela Banda Movimento, que na altura era pertença do Movimento Nacional Espontâneo. De 2003 até à presente data está ligado à Banda Movimento da Rádio Nacional de Angola.

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