Quando o Assunto é sexo, privacidade é fundamental

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Para driblar a desconfiança, instituição americana usou computadores para garantir que quem respondesse à pesquisa não fosse ligado às respostas

Sexo: sem anonimato, pesquisas não conseguem obter respostas sinceras (Thinkstock)

Não é fácil perguntar às pessoas sobre suas vidas sexuais. Obter respostas sinceras pode ser mais difícil ainda. Um método bom é deixar um computador fazer as perguntas, enquanto os entrevistados escutam com fones de ouvido e digitam as respostas na tela – sem a intervenção ou a presença de outro ser humano.

Mês passado, os Centros para Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos  (CDC, na sigla em inglês) publicaram um relatório que usou essa técnica com laptops para coletar dados sobre comportamento, atração e identidade sexual por idade, estado civil, educação e etnia. Anjani Chandra, a autora principal, disse que o processo foi desenvolvido para garantir o anonimato completo dos entrevistados.

Chandra, demógrafa do órgão, explicou: “O computador diz aos entrevistados que tecla apertar para proteger as respostas. Quando devolvem o laptop aos entrevistadores, estes não têm acesso. Os dados são transmitidos para uma central onde são processados sem nomes ou endereços. No fim, temos um arquivo que não pode ser ligado à pessoa”.

Os pesquisadores tiveram uma taxa de resposta de 75%, bastante alta para uma pesquisa domiciliar, quando entrevistaram mais de 13 mil pessoas com idades variando entre 15 e 44 anos, entre 2006 e 2008.

Resultados – Entre homens e mulheres com mais de 25 anos, 99% fizeram sexo com penetração vaginal; 90% dos homens e 89% das mulheres fizeram sexo oral heterossexual; e 44% dos homens e 36% das mulheres fizeram sexo anal com um parceiro do sexo oposto.

Virgens de 40 anos eram raros. Na faixa etária entre 40 e 44 anos, somente 1% dos homens e um número menor ainda de mulheres nunca tiveram relações com o sexo oposto. Já na faixa entre 15 e 19 anos, 43% dos homens e 48% das mulheres contaram nunca terem tido um parceiro do sexo oposto. No geral, 13% das mulheres e 5% dos homens relataram comportamento homossexual.

 

Fonte: The New York Times

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