Entenda e Saiba Quem é o Kony um dos criminosos procurados do mundo.

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Nesta semana, varios Angolanos Partilharam  um vídeo produzido pelo grupo Invisible Children (Crianças Invisíveis) tornou famoso, novamente, o guerrilheiro Joseph Kony, que passou os últimos 25 anos aterrorizando populações africanas, especialmente de Uganda, com o seu Exército de Resistência do Senhor, conhecido pela sigla em inglês LRA. O vídeo, que pede uma campanha popular pela prisão de Kony, foi recebido com polêmica em Uganda, mas agora um dos personagens principais da história saiu em defesa dos criadores da campanha. 

 

O vídeo, de 30 minutos, foi compartilhado nas redes sociais e visto por milhões de pessoas, e relembra a tenebrosa história do LRA, acusado de inúmeros crimes e violações de direitos humanos como assassinato, sequestro, mutilação, escravização sexual de mulheres e crianças e alistamento de crianças para suas batalhas e para matar os próprios parentes. Durante alguns anos, a repetição desses crimes fez com que cerca de 40 mil crianças ugandenses, todos os dias, deixassem suas casas em áreas remotas e buscassem refúgio em igrejas e escolas de cidades maiores para evitar os sequestros.

 

O vídeo mostra a campanha de anos do Invisible Children para chamar a atenção para essa situação e comemora o fato de o governo dos Estados Unidos ter enviado, no fim de 2011, 100 conselheiros militares para Uganda para ajudar as tropas locais a capturar Kony e homens do LRA. O Invisible Children, no entanto, lembra que o apoio americano pode ser retirado a qualquer momento e estimula a população dos EUA a insistir com seus representantes no Congresso para que a ajuda seja mantida.

Em Uganda, a campanha foi recebida com ceticismo. A Invisible Children foi criticada por ter pouco controle sobre suas finanças, por supostamente não ter ligações com a comunidade ugandense e, em especial, porque os sequestros sistemáticos e a migração diária de crianças para escapar deles não existem mais em Uganda. Hoje em dia o LRA atua na República Democrática do Congo e na República Centro Africana, dois outros países da região. Ao jornal The Guardian, do Reino Unido, Victor Ochen, diretor da ONG Rede de Iniciativa da Juventude Africana criticou o vídeo por defender uma “solução americana para um conflito africano”. O escritor ugandense Angelo Opi-Aiya afirmou que as denúncias no vídeo são de uma “época passada” e que os maiores problemas da região atualmente são a prostituição infantil, o HIV e uma doença neurológica sem cura que já afetou cerca de 4 mil crianças.

Em contrapartida, o garoto ugandense Jacob Acaye, que aparece no vídeo e conta como conseguiu escapar do LRA de Kony, defendeu a Invisble Children. Ao Guardian, por telefone, Acaye, que hoje estuda Direito em Uganda, ele disse:

“Não é tarde [para a campanha] porque a luta e o sofrimento continuam em outros lugares. (…) O que ocorreu em Gulu [em Uganda] está ocorrendo em outros lugares na República Centro Africana e na [R.D.] Congo. E as pessoas que estão sofrendo lá? Eles estão passando pelo que nós passamos. (…) Agora que a situação está estabilizada em Gulu e não há mais guerra lá, a reconstrução está sendo feita. (…) A organização lutou bravamente para reconstruir minha escola. Ela está fazendo um bom trabalho.

O sucesso do vídeo contra Kony foi inesperado e fez com que o foco fosse levemente desviado para a Invisible Children e seus problemas internos. O mais grave deles, sem dúvida, foi realizar uma campanha sem atualizar a situação de Uganda e do combate ao LRA.

 

A organização, entretanto, acerta ao tentar dar visibilidade aos crimes cometidos por Kony. Não é à toa que o guerrilheiro é hoje um dos criminosos de guerra mais procurados do mundo.

 

 

veja a versão do vídeo, com legendas em português:

  
   

 

 

 

Com revista Epoca

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