Estudante angolano detido em cuba por suposto crime de assassinato

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Por: Stella Cortêz

O Estudante angolano, Armindo Leitão Jeremias, detido dias antes de regressar ao país está a ser acusado por supostamente assassinar um professor, cuja identidade não foi mencionada, segundo informou Marcos Vilhena, em entrevista ao PLATINALINE, que de forma preocupada, apela às autoridades governamentais angolanas para que intervenham junto da República Federativa Cubana.

Marcos, amigo de Armindo, que supostamente está a ser incriminado, conta que tudo começou em Setembro do ano passado, quando aguardavam pelo transporte aéreo que os levaria de regresso à terra natal, Angola.

“Estávamos em Cuba a espera do voo marcado para o dia 11 de Setembro de 2020 que nos traria para cá (Angola), no entanto, durante a semana em que estamos todos expectantes para regressar a casa, foi quando aconteceu o infortúnio com o cubano que, na realidade era responsável pela logística, apesar de em algumas ocasiões ter leccionado a disciplina de matemática. Antes de morrer o professor teve um encontro com o nosso colega, pela relação de pai e filho que ambos tinham, é incoerente dizer que teve um problema entre os dois, porque eram amigos e se ajudavam muito, inclusive até o falecido ajudava mais, não só a ele, mais a todos estudantes da minha faculdade nos bons e maus momentos coisa que nenhum estrangeiro faria”, contou o estudante.

Marcos que já se encontra na cidade capital, relatou que Armindo foi uma das últimas pessoas a manter contacto com o cubano, salientando que de acordo a perícia, o professor foi morto no dia 8 de tarde, e o seu cadáver jogado na madrugada do dia 9 de Setembro a 150 metros da residência do falecido, motivos esse que, segundo explicou Marcos poderão ter levado as autoridades cubanas a acusarem e não querem que o angolano seja solto.

“No dia 7 o professor foi busca do Armindo, porque o mesmo havia solicitado ao professor no sentido de converter a moeda cubana por dólares americanos, um procedimento que já era feito normalmente. A princípio o julgamento está marcado para sexta-feira 11, e o advogado que está com o caso não tem acompanhamento de um jurista da embaixada de Angola em Cuba, sendo ele um cidadão angolano e bolseiro do estado angolano na diáspora, peço as nossas autoridades que façam alguma coisa”.

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