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    Familiares, amigos e colegas dão último adeus ao músico Jivago

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    Por: Hélio Cristóvão

    A manhã desta segunda-feira, 5, testemunhou o momento mais triste do mosaico musical angolano. Amigos, colegas e simpatizantes do músico João Gonçalves, conhecido no mercado artístico por Jivago, deram o último adeus ao artista num velório que ocorreu nas instalações da Tv Marçal, cujo último e eterno aterro foi o cemitério da Santana, em Luanda.

    Jivago esteve durante dias sob cuidados no hospital do Prenda, porém, uma crise hipertensiva e complicações pulmonares lamentavelmente retiraram-lhe o fôlego, tornando assim, a música e a cultura nacional cada vez mais pobres.

    Durante o velório, a União Nacional de Artistas e Compositores angolanos (UNAC), prestou o seu elogio fúnebre, marcando deste modo, a sua solidariedade e apoio para com o artista que muito contribuiu para o engrandecimento da música nacional. 

    “Mais uma estrela se apaga, mais um astro deixa de marcar o seu brilho no horizonte. Mais uma vez, a capacidade de sofrer do artista é posta à prova, com a prematura partida daquela que soube dignificar a condição artística perante todas as barreiras que a vida impõe”, lia-se na passagem de elogio fúnebre da UNAC.

    Adão Gonçalves (Jivago) nasceu em Luanda, no distrito urbano do Rangel, no dia 1º de Abril de 1955. Filho de Gonçalves António e de Domingas Francisco, num ambiente humilde e tranquilo, e o facto de muito cedo ter ido morar no Marçal, pôs-lhe na rota da música, uma vez que o Marçal tem o seu histórico intimamente ligado à música popular urbana.

    Em 1969, ainda jovem, integrou o grupo folclórico Piratas do Ritmo, formado no Marçal, e que abrilhantava ambientes festivos naquela época, incluindo o carnaval. Em 1970, no mesmo bairro, passou pelo conjunto Jienda Ritmos, no qual ficou temporariamente tocador de Dicanza. Em 1974, com alguns camaradas, fundou o grupo musical Victória é Certa. Já no ano de 1978, no Bentiaba, província do Namibe, fez parte do grupo musical denominado Bentiaba Show.

    Autor de “Avó Teté”, “Ramiro” e tantos outros singles, foi incluído pelo músico Paulo Flores no projecto “Ao vivo”, gravado no auditório da Rádio nacional de Angola, em 1989. De lembrar que ao longo da sua trajectória artística, integrou várias caravanas Músico-Culturais que se deslocaram no interior do país e no estrangeiro, tendo participado em grandes eventos políticos, culturais e não só.

    Jivago foi-se no além, e deixa para trás um filho de 11 anos de idade e um legado repleto de boas memórias e recordações. 

    Adeus Jivago!

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