Fofoca tem importante papel social, afirma estudo

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Falar mal de alguém diminui o stress e a ansiedade, segundo cientistas da Califórnia. ‘Boa’ fofoca, porém, é só aquela que ajuda a evitar que pessoas desonestas prejudiquem as outras

Fofoca

Fofoca pode diminuir o estresse, afirma pesquisa americana (ThinkStock)

A fofoca, quem diria, pode ter um lado positivo para a sociedade. Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, estudaram essa conversa de má fama, realizada quase sempre em um lugar escondido e em voz baixa, e concluíram que ela ajuda as pessoas a diminuírem o stress e a policiar o mau comportamento alheio. “A fofoca ganhou essa má reputação, mas descobrimos que ela tem um papel muito importante na manutenção da ordem social”, explica o psicólogo Robb Willer, autor do estudo, que foi publicado na versão online do periódico Journal of Personality and Social Psychology.

CONHEÇA A PESQUISA

Onde foi divulgada: Journal of Personality and Social Psychology

Quem fez: Robb Willer

Instituição: Universidade da Califórnia, em Berkeley

Dados de amostragem: 462 voluntários

Resultado: Falar mal de alguém diminui o stress e a ansiedade. ‘Boa’ fofoca, porém, é só aquela que ajuda a evitar que pessoas desonestas prejudiquem as outras

Os pesquisadores fizeram quatro testes envolvendo jogos com objetivos econômicos e voluntários observadores para chegar a essas conclusões. Os observadores tinham uma visão privilegiada dos jogos e percebiam quando um dos participantes tentava enganar o outro. A vontade de contar tudo para quem estava sendo prejudicado era tão grande que a maioria dos voluntários optou até por sacrificar parte do pagamento dado a quem participasse do estudo para poder fazer a fofoca. O resultado foi o mesmo até quando a fofoca era contada para terceiros e não ajudaria o jogador que estava sendo prejudicado.

“Observamos que as pessoas ficam frustradas quando observam alguém se comportando de maneira imoral. Mas a oportunidade de comunicar isso para outras pessoas pode ajudá-las a se sentir melhor”, avalia Willer.

Monitores cardíacos ligados aos observadores também registraram um aumento na frequência do coração daqueles que observavam um jogador trapaceando. Quando os voluntários contavam isso para alguém, porém, os batimentos diminuíam de velocidade. “Passar a fofoca adiante diminui a sensação negativa”, explica o pesquisador.

A pesquisa levou em consideração apenas a fofoca social, relacionada com o dia dia das pessoas. Fofocas relacionadas a celebridades ficaram de fora. “A razão central para que as pessoas fizessem a fofoca era ajudar as pessoas prejudicadas. Muito mais que apenas falar mal dos trapaceiros”, afirma Willer.

 

com Veja 

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