Governo do Japão contribui com 1 milhão de dólares americanos para agências das Nações Unidas com o objectivo de apoiar populações vulneráveis em Angola

À medida que as consequências da COVID-19 se aprofundam, a OMS, o PAM e o UNICEF procuram proteger as crianças e famílias em Angola de níveis catastróficos de privação, reforçando os serviços essenciais, incluindo de saúde, segurança alimentar, nutrição, higiene e educação.

LUANDA, 16 Março 2021 – A Organização Mundial da Saúde, o Programa Alimentar Mundial e o Fundo das  Nações Unidas para Infância congratulam-se com a contribuição de 1 milhão de dólares americanos do Governo do Japão para apoiar as acções desenvolvidas em Angola.

“Com este financiamento, reforçamos uma vez mais o compromisso do Governo do Japão, em contribuir para a melhoria das condições de vida das famílias em Angola e na criação de um ambiente favorável para o desenvolvimento integral de cada criança,  particularmente aquelas que vivem em situações que aumentam a sua vulnerabilidade”, diz Maruhashi Jiro, Embaixador do Japão em Angola.

O apoio do Governo do Japão engloba um pacote de actividades que visam gerar evidências sobre a prevalência de deficiências de micronutrientes, promover questões de saúde mental e garantir que os refugiados da região de Kasai da República Democrática do Congo , acomodados no assentamento de Lóvua e que vivem no Dundo (província da Lunda Norte) possam atender os requisitos básicos de alimentação e nutrição usufruindo das distribuições de alimentos e informações relevantes sobre nutrição, saúde e higiene.

“Em tempos da pandemia é crucial apoiar as comunidades vulneráveis tal como os refugiados, uma vez que a sua nutrição e segurança alimentar podem ser afectadas negativamente pelas consequências sociais e económicas do COVID-19”. “A contribuição do Japão permitirá que o PAM apoie 7,000 refugiados durante 2 meses”, frisou o Chefe do Escritório do PAM em Angola, Michele Mussoni. Tendo apoiado a assistência vital
do PAM aos refugiados em 2020, o Japão continua a ser um parceiro importante em Angola, garantindo a continuidade das operações.

Por sua vez, a Representante da OMS em Angola afirmou que, a pandemia da COVID-19 teve um impacto considerável na provisão de cuidados de saúde e afectou de forma indirecta o estado nutricional, e a saúde mental das populações vulneráveis. “Com o apoio do Governo do Japão, a OMS vai, a nível nacional, reforçar o apoio aos programas de saúde mental e nutrição, bem como apoiar a adaptação de normas e protocolos para a prevenção e tratamento da desnutrição e suas consequências na saúde, com prioridade para às
populações em situações de vulnerabilidade”, disse Djamila Cabral.

Uma parte dos fundos do Japão será destinada às acções no domínio de água e saneamento, produção de materiais de comunicação de risco e engajamento comunitário para escolas, e o acesso aos serviços de nutrição a pelo menos 10.000 crianças menores de cinco anos, para a prevenção e gestão da desnutrição aguda.

“Com maiores esforços, o UNICEF continuará a trabalhar para prevenir a desnutrição, especialmente em famílias com bebês e crianças, abordar a questão da violência de gênero, tornar as escolas seguras para as crianças e tornar os serviços de saúde acessíveis a fim de garantir que as crianças possam crescer e se desenvolver num ambiente saudável”, disse Ivan Yerovi, representante do UNICEF em Angola.

A OMS, o PAM e o UNICEF estão a trabalhar para dar uma resposta mais unificada e chamar a atenção para o problema crescente da desnutrição e insegurança alimentar, assim como aproximar a comunidade internacional para uma resposta integrada.