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    Grande Entrevista Unitel: Karina Gonçalves "O kuduro é uma marca de Angola"

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    Licenciada em Direito mas com uma paixão por comunicação Karina Gonçalves é um dos rostos da televisão angolana. Rosto da movicel desde 2005, com duas novelas e dois programas de entretinimento na bagagem Kariana Gonçalves encontra-se actualmente a residir em Lisboa. A platina Line conversou com ela para mais uma “Grande Entrevista Unitel”


     

     

    Como está ser viver em Lisboa?

    Estou a gostar imenso, tenho estado a trabalhar e a fazer pós-graduações, tem-se consubstanciado num conjunto de experiências enriquecedoras.

     

          E está a trabalhar em televisão?

    Tenho feito algumas colaborações para o canal económico português – ETV. E fiz uma pós-graduação em Ciências da Comunicação que incidiu sobre as áreas – TV, rádio e on-line nas vertentes de informação e entretenimento. Presto ainda colaboração como Cronista para o Jornal Sol, no suplemento que sai semanalmente em Angola – a revista Cajú.


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            Como surgiu a paixão por comunicação?

    Surgiu quando fiz um curso de TV cinema e teatro em Angola. Frequentei esse curso quando ainda estava no primeiro ano da faculdade, com o intuito de tirar a timidez que me era característica. Foram 6 meses a aprender sobre comunicação e ao final desse tempo, apaixonei-me por tudo aquilo que aprendi. A partir daí procurei saber de castings para fazer novelas (entrei em 2, Vidas a Preto e Branco e Entre o Crime e a Paixão), comecei a fazer teatro, fui rosto de algumas publicidades – para a Movicel, Polícia Económica, entre outras, fiz muitas voz-off para publicidades na rádio, e depois fui apresentar o meu CV à Semba Comunicação, aonde apresentei 2 programas, o Flash e o Sempre a Subir, embora também tenha apresentado pontualmente o Cine Tv.

     


               Há quanto tempo Trabalha em Televisão? Experiências?

    Há 4 anos, a apresentar 2 programas. Além disso tive óptimos profissionais da comunicação social em Portugal como meus professores, na universidade Autónoma aonde fiz a pós-graduação em Ciências da Comunicação. Já trabalhei em Angola e em Portugal, quer para a Semba Comunicação/TPA2, quer para o Expansão.

               Como foi apresentar um programa sobre o estilo de música que mais tem crescido em Angola?

    Foi engraçado. A equipa era toda muito divertida, bem-disposta, estávamos sempre com bom humor e isso facilitava o trabalho de todos. Aprendi muito a nível técnico, por ser um programa de estúdio, bem diferente do que fazia no Flash que é um programa de exteriores. Por outro lado, foi bom podermos dar voz a muitos artistas anónimos que faziam e fazem um bom trabalho. O kuduro é uma marca de Angola e penso que deve ser respeitado como tal.

     

     

     

               E trabalhar com um dos mentores do Kuduro?

    Trabalhar com o Sebem era muito divertido, estávamos sempre a rir. Ele tornou-se um amigo, é uma pessoa de bom coração. A Débora, esposa dele, é uma irmã que guardarei para a vida.

     

               Porque deixou o programa?

    Porque terminei a minha licenciatura em Direito, e estava na altura a trabalhar no Sempre a Subir, no Flash, a escrever para o Jornal Económico EXPANSÃO, e a estagiar em um escritório de advogados. Como se diz, “uma cabeça não pode por dois chapéus”, então decidi seguir apenas com o estágio no escritório de advogados (que exigia tempo e concentração) e com a colaboração no semanário Expansão.


               Qual é o seu programa favorito na televisão Angolana? Porquê?

    Estou a viver em Portugal desde Abril, então estou um bocado desactualizada. Mas quando lá estava gostava de ver o Janela Aberta, na altura em que era apresentado pela Marlene Amaro, minha querida amiga, e óptima profissional.

     

              Como define a Comunicação Social em Angola?

    Está em crescimento. É uma actividade que exige cultura geral, e já se vêm alguns profissionais à procura de desenvolver melhor os temas a que se propõe falar. Ainda temos um caminho por trilhar, penso que os canais podiam apostar mais na formação dos seus quadros, uma vez que são o espelho do país.

     

     

     

     

               Vê Lisboa como uma cidade para viver e progredir profissionalmente? Porquê?

    Sim, tenho amigos e família e por isso sinto-me também em casa quando estou em Portugal. É um bom lugar para nos “cultivarmos”, estudarmos, estagiarmos, foi o país que escolhi para me munir das ferramentas certas, do know-how que pretendo para alcançar os meus propósitos.

     

             Encontra-se num relacionamento?

    Não.

             Plano para o futuro?

    Terminar a pós-graduação que estou a fazer em Ciências Jurídicas, voltar a Angola e dedicar-me à carreira jurídica, sem nunca deixar de colaborar com a imprensa escrita.

     

     

     

     

     

     

     

    Mais Sobre Karina Gonçalves 

     

    Nasci a – 20 de Janeiro


    Se fosse uma cor, seria – branco, é a minha cor preferida.

     


    Sou viciada em – Livros, adoro ler, tenho sede de conhecimento.

     


    Uma mulher incrível – A minha Mãe


    Um homem incrível – O me Pai


    Se um génio da lâmpada aparecesse o meu desejo seria – Se o génio me concedesse um desejo, eu pediria que se efectivasse agora o que está escrito em Isaías 65:17-23.

     


    Se eu fosse uma música seria –  Lost – Michael Buble


    Perfume –  Light Blue da Dolce Gabbana

     


    Som – Ne me quitte pás, uma canção francófona, composta, escrita e cantada por Jacques Brel em 1959, é para mim a canção mais bonita que existe.

     


    Filme-  Midnight in Paris

     


    Prato Predilecto – Mufete

     


    Uma frase  – a frase em latim, proferida pelo general e cônsul romano Júlio César – “Veni Vidi Vici”

     

     

    Entrevista : Edwaldo Pegado

     Elione Pereira Fotos

    Todos Direitos Reservados a Platina Line 

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