Por: Hélio Cristóvão

Recentemente, veiculou, nalguns meios de comunicação digital, a notícia que dá conta da suposta morte, no Brasil, do cidadão de nacionalidade angolana, denominado João Sebastião Pedro, carinhosamente chamado de Kakuli.

De acordo com as primeiras informações difundidas, o jovem teria aparecido morto na vala, após ter desaparecido por um mês, quando este despediu que ia ao trabalho. João Pedro vivia com um outro jovem, porém, de nacionalidade brasileira.
Em decorrência das informações distorcidas, o Consulado Geral de Angola no São Paulo emitiu um comunicado oficial no qual esclarece o que de facto aconteceu:

“Cumpre-nos esclarecer que após incessantes buscas por parte da equipa técnica do Consulado Geral de Angola no São Paulo, foi identificado que o cidadão angolano, Senhor João Sebastião Pedro encontra-se preso, desde o dia 18 de Fevereiro de 2021, na unidade prisional de Itaí – SP, pela prática do crime de roubo.”

Sobre os corpos queimados, encontrados na vala, a Polícia Civil interrogou populares e comerciantes daquela região, que disserem “reconhecer os corpos, que se tratava de dois jovens angolanos”. Em acto contínuo, espalhou-se fotos e boato de grande repercussão nas redes sociais, sobre o caso, em que um dos cadáveres seriam do jovem João Sebastião Pedro.

Em outra nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública da Polícia Civil de São Paulo emitiu: “O autor confessa que, com o emprego de uma faca, subtraiu o aparelho de telefone celular da vítima Vanessa Emídia da Silva. Informa que está no Brasil há cerca de cinco anos, que não tem nenhum familiar no Brasil, que nunca fez nada de errado, que trabalha como ajudante em um supermercado, que perdeu o controle e decidiu roubar o celular da vítima, que não sabe explicar por que praticou o roubo, que não é usuário de drogas e nunca foi processado criminalmente, está arrependido, que não deseja que nenhum conhecido seja comunicado de sua prisão”.

Além de trabalhar, era músico gospel, o angolano chegou a fazer uma tour em igrejas brasileiras, chegando até mesmo a cantar no famoso estádio de São Paulo, muitos foram os fiéis de igrejas no Brasil por onde Kakuli passou e simpatizou-se, que usaram as suas redes sociais para exprimir seus sentimentos de pesar pelo que acreditaram ter acontecido.