Karina Barbosa considera que 50% de lotação das actividades culturais pesa aos bolsos dos promotores

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Por: Stella Cortêz

Os espetáculos culturais a nível do país regressam no dia 17 do mês em curso, com um máximo de 150 pessoas sentadas, conforme a disponibilidade de lugares do recinto. No intuito de saber mais à propósito das medidas de combate e prevenção contra a Covid-19, que permite a realização de actividades com o limite máximo de 150 pessoas no interior dos espaços culturais, o PLATINALINE procurou ouvir a apreciação da promotora de eventos, Karina Barbosa, sobre o referido assunto.

A promotora defende que, para se fazer um evento, há imensos custos de produção, e com apenas 150 lugares para se vender bilhetes, o custo do show fica muito caro para o cliente.

“Imagine que a produção do evento custe 10 milhões de kwanzas, para uma sala de apenas 150 pessoas, cada bilhete irá custar aproximadamente 66.666 Kz, e este valor por pessoa é muito elevado. Já o seria nos anos anteriores, pior este ano com esta bicuda crise económico-financeira que o país atravessa aliada à constante desvalorização da moeda e à elevada taxa de despedimentos e desemprego. Esta é uma equação bastante difícil. 150 Pessoas de público é muito pouco a um valor de bilheteira razoável que o público possa pagar.”

Karina, que durante sete meses viu as suas actividades serem realizadas num formato completamente fora do habitual, considera 2020 um ano bastante atípico e com desafios enormes no sentido dos promotores e empresários manterem as suas empresas.

“Qualquer medida é melhor do que medida alguma, por mais que as empresas tenham um fundo de emergência, sete meses sem facturar, e com todos os custos fixos com funcionários, rendas de instalações, impostos, despesas de manutenção, Internet, é muito duro para qualquer negócio!” Finalizou.

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