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    Mãe, Solteira e…Poderosa!

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    Mãe, Solteira e…Poderosa!

    OBS: Histórias Fictícias que apenas reflectem a realidade. Alguma semelhança com factos/história individuais são mera coincidência!

    -Onde estão as minhas amigas mães solteiras? Ah, cá estão. Bem…vamos então sentar-nos para uma tertúlia sobre o assunto? Ou seja…sobre nós? Vou começar por apresentar-me e cada uma de vocês fará o mesmo. Eu sou a Mel…eu sou a Mónica…eu a Melissa….eu sou a Marta…e eu a Margarida.

    -Mel- Vamos então iniciar a conversa com a questão chave, a pergunta básica e principal. Quantos filhos, cada uma de vocês tem, como foi que aconteceu e…porque estão solteiras? Opção ou imposição da vida?

    -Mónica– Eu tenho dois filhos, rapazes. O primeiro tem 7 anos e o segundo 5. São do mesmo pai. Conhecemo-nos na festa de aniversário de uma prima minha. Ele foi-me apresentado pelo namorado da minha prima e ao longo da noite ficamos numa cavaqueira amena, dançamos e trocamos os números de telefone. No dia seguinte não houve contacto. Passaram-se duas semanas e meia e um desses dias ele mandou-me uma mensagem a perguntar se me lembrava dele. Enfim, respondi a mensagem e fomos nos comunicando. Um clima surgiu entre nos, combinamos para tomar um café e num outro dia almoçamos juntos. Algumas vezes dava-me boleia do trabalho para casa e ao fim de dois meses começamos a namorar a serio. Quando fizemos cinco meses de namoro decidimos viver juntos e o fizemos. As nossas famílias nunca se opuseram. Os meses foram se passando e como qualquer casal tínhamos sempre altos e baixos. Quando fizemos um ano e sete meses de namoro descobri que estava gravida. Ficamos felizes e assim foi. O nosso filho nasceu e ainda estávamos super bem. Dois anos depois, a nossa relação já não era a mesma. Fui aguentando situações como humilhação da parte dele, a minha família a pressionar-me para casar, fiquei sem trabalho e por fim, esgotada decidi separar-me. Teria de voltar a casa dos meus pais. Foi difícil mas assim fiz e saí. Criei o nosso filho sempre com a ajuda dele. Com o passar do tempo, eu e ele fomos nos entendendo, mas eu tinha medo de voltar atrás. Muitas vezes acabava cedendo. Entretanto quando o nosso filho fez cinco anos engravidei novamente dele mas continuávamos separados. Foi numa dessas vezes em que cedi ä vontade dele, e claro á minha pois gostava dele. Quando o disse que estava gravida ele reagiu tao mal, que me fez sentir lixo ao dizer que não era possível que o filho fosse dele pois a nossa relação já não era solida. Não quis discutir, apenas escutei o que ele falava sem balbuciar uma única palavra de tao chocada que estava. Não insisti e deixei passar. Com aquela situação senti-me na obrigação de procurar trabalho pois precisava de organizar a minha vida e dar o melhor para os meus filhos. Não foi fácil. Comi o pão que o diabo amassou mas persisti, sempre movida pela vontade de proporcionar uma vida confortável e também para mostrar ao pai que não iria depender dele para nada. Consegui um trabalho não na minha área de formação mas como balconista e dei duro para que sobressaísse e quem sabe conseguisse uma posição melhor. Foi o inicio de uma batalha que travei com gosto, sobretudo com amor. Durante meses não ouvi falar do pai dos meus filhos e por vezes apetecia-me ligar mas resisti a tentação. Quando reuni dinheiro suficiente aluguei uma dependência e fiquei la, aninhada aos meus filhos. Todos os dias era uma batalha diferente. Sozinha mas bem acompanhada. Pelos meus filhos que são a minha eterna forca. Consegui juntar dinheiro suficiente para abrir o meu próprio negócio e hoje tenho uma escola de culinária que emprega oito pessoas. Comprei um carro familiar, estou prestes a terminar de construir a minha casa num bairro nobre e aos meus filhos nada lhes falta. Há um mês atras ouvi falar dele. Iria se casar. Senti um aperto no peito mas em seguida um alívio pelo facto de que o sofrimento que ele me causou acabou se transformando em força e determinação. Havia me transformado numa mulher batalhadora como nunca tinha imaginado que seria, graças ao desprezo a que fui submetida pelo pai dos meus filhos. Um dia aconteceu algo incrível: estávamos no parque e ele apareceu com a mulher. O mais velho viu-o e foi atrás, porém o mais novo, que não sabia que havia sido rejeitado por aquele homem, ficou ali apenas a olhar. Entretanto, ele (o pai) foi ter. Olhou para o filho mais novo e…reparei que olhava para um sinal de nascença igual ao do seu pai (neste caso avô do meu filho) no braço esquerdo. Um sinal que nem ele tinha…mas não foi suficiente para se redimir e aceitá-lo como filho, admiti-lo naquele exacto momento. Também não estava a espera. Dias mais tarde ele enviou-me uma mensagem com o seguinte conteúdo ‘’’esse menino é meu filho. Eu senti isso’’. Não respondi. Ele está envergonhado e oiço dizer que está arrependido pois casou com a mulher errada ao invés da mãe dos seus dois filhos. Fazia agora questão de dizer que tem dois filhos. Enfim…nunca procurei saber da sua vida, afinal tenho dois reis para cuidar, uma empresa sob minha conta e muitos outros projectos de vida. Incluindo ser feliz novamente pois, ser mãe solteira não me impede de voltar a amar e ser feliz.

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