Miss Universo é fã de novelas e diz conhecer Leila Lopes brasileira

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Eleita a mulher mais bela do planeta na madrugada desta terça-feira (13), a angolana Leila Lopes, 25, divide com os brasileiros muito mais do que o idioma português.

 

 

Já conhecia o Brasil, mesmo antes de vir para cá por causa das novelas”, afirmou durante conversa com jornalistas logo após ser coroada Miss Universo 2011.

Ela disse que as tramas brasileiras fazem muito sucesso em seu país e contou que, entre seus atores preferidos, estão Tarcísio Meira, Glória Pires e Lília Cabral.

Também relatou saber que tem uma homônima brasileira, a atriz Leila Lopes, morta em 2009.

“Sei que foi uma atriz muito famosa e que morreu”, confirmou.

Paulo Whitaker/Reuters
Miss Angola Leila Lopes recebe a coroa de Miss Universo 2011 das mãos da mexicana Ximena Navarrete
Miss Angola Leila Lopes recebe a coroa de Miss Universo 2011 das mãos da mexicana Ximena Navarrete

Primeira angolana e quarta africana a receber o título, ela foi descoberta há nove meses por um agente de talentos na Inglaterra, onde cursava faculdade.

“Alguns amigos me diziam que eu tinha que concorrer ao Miss Angola, que iria ganhar. Depois, me diziam que eu tinha que concorrer ao Miss Universo. Aos poucos fui acreditando e hoje estou aqui com a coroa na cabeça. É um sonho que se transformou em realidade.”

Ela ganhou o público que estava no Credicard Hall com simpatia, elegância e desenvoltura ao desfilar e ao responder à pergunta dos jurados, que no caso dela foi a respeito de qual parte do corpo gostaria de mudar.

A resposta dela foi que não mudaria nada e que gostava de como Deus a havia criado. Mas nem um retoquezinho antes do concurso?

“Nasci assim, não tenho plástica nenhuma”, afirmou categórica.

Leila, que ganhou o apelido de “Diamante Negro de Angola”, contou que sua principal dificuldade na competição foi vencer a própria timidez.

“Sou muito envergonhada”, revelou. “Eu olhava para as outras raparigas e pensava: ‘Elas são tão soltas’.”

Segundo a nova Miss Universo, o título é bem-vindo porque a partir de agora vai poder ampliar os trabalhos sociais que vinha desenvolvendo em seu país.

“Tenho feito bastante pelo meu povo”, contou. “Agora, espero poder fazer muito mais.”

Perguntada se gostaria de desenvolver algum trabalho contra o preconceito racial, ela disse que o racismo “não a atinge”.

“Essas pessoas [que têm preconceito] é que devem procurar ajuda, porque não é normal em pleno século 21 pensarem dessa forma”, criticou.

CONCURSO

Realizado no Brasil pela primeira vez, o Miss Universo chegou neste ano a sua 60ª edição.

Competiram pelo título 89 candidatas, sendo que 16 delas passaram à fase semifinal. Dessas, foram cortadas seis e depois outras cinco.

A concorrente brasileira, Priscila Machado, 25, ficou com o posto de segunda substituta, o que na prática equivale a um terceiro lugar.

A primeira substituta –ou segunda colocada– foi a Miss Ucrânia, Olesia Stefanko, 23. Na quarta e quinta posição, respectivamente, ficaram a Miss Filipinas, Shamcey Supsup, 25, e a Miss China, Luo Zilin, 24.

A cerimônia, transmitida na TV aberta pela Band, marcou 8 pontos de média –cada ponto equivale a 58 mil domicílios na Grande São Paulo–, segundo dados prévios do Ibope.

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