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Moradores do Kilamba e KK 5000 reclamam aviso tardio da EPAL sobre suspensão do abastecimento de água

“Nao estamos a tomaR banho… vamos viver como?”

Desde quarta-feira, 29 de Dezembro, alguns moradores da centralidade do Kilamba e blocos do KK manifestam  a sua insatisfação, mostrando-se indignados com o procedimento da EPAL em relação à passagem de informações sobre a interrupção do serviço de abastecimento de água nas referidas zonas.

Segundo contam os moradores, “não é a primeira que um comunicado sobre suspensão de abastecimento de água nas áreas em epígrafe chega de forma tardia.” “Se os senhores jornalistas repararem no documento que circula nas redes sociais, hão de perceber que a data de comunicação é 30 de Dezembro, porém, nós já estamos sem água desde o princípio da noite de 29 de Dezembro, 24 horas antes do comunicado”, lamentou, indignado, um dos moradores que prefere o anonimato.

“Não estamos a tomar banho, não temos como usar as casas de banho para necessidades maiores”, disse outro morador.

Segundo consta no comunicado de imprensa da EPAL, desta quinta-feira, 30 de Dezembro, que a pedido da Administração do Distrito Urbano do Kilamba, para a intervenção na rede de esgoto da centralidade do Kilamba, suspende-se o abastecimento de água em toda a extensão do Kilamba e blocos do KK 5000, para permitir a realização dos trabalhos com segurança.

Outro ponto que muito inquieta os citadinos do mesmo distrito é o facto de o comunicado não precisar uma data de conclusão dos referidos trabalhos, especificando, entretanto, que o reabastecimento de água estará dependente da conclusão da referida intervenção.
‹‹“Vamos viver como? Ainda por cima estamos em época festiva, como é que vamos viver sem água?”; “Poderiam, pelo menos, aguardar até dia 2 de Janeiro de 2021”; “Precisamos melhor a nossa forma de comunicar aos clientes, porque não somos apenas utentes, mas clientes, e isso faz-nos merecedores de mais respeito”››, manifestaram, coléricos, os moradores.

Vale salientar, que no pretérito dia 10 de Dezembro de 2020, a EPAL emitiu um comunicado que dava conta da restrição no abastecimento de água nas referidas zonas, devido aos trabalhos de construção da linha de alta tensão para a nova subestação eléctrica do Bita, porém, tal documento foi posto a circular oficialmente no primeiro dos três dias que tal intervenção ocorreria.

Helder Pedrohttp://www.afacc16.org
HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.

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