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    O ALERTA QUE NÃO PODE CALAR…

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    “Se beber não conduza”.

    “ Mais vale perder um minuto na vida do que a vida em minuto”

     

    Quem nunca ouviu ou leu estes dois ditados?

    Infelizmente em Angola há mais gente a perder a vida em um minuto do que a perder minutos na vida. Todos meses, as estatísticas da polícia estão aí e a realidade é cada vez mais assustadora. Senão vejamos:

    No primeiro trimestre deste ano, o país registou 275 mortos e 866 feridos, vítimas de 1.045 acidentes de viação, tendo havido uma  redução da sinistralidade comparativamente ao mesmo período de 2012, segundo dados oficiais.

    Em 2012, no mesmo período, tinham sido registados  800 mortos, 3.103 feridos de 3.358  segundo dados recentes revelados  à imprensa pela Direção Nacional de Viação e Trânsito.
    Segundo aquele órgão, os atropelamentos continuam a ser a principal causa de morte nos acidentes rodoviários, devido ao desrespeito das regras de trânsito, quer por peões, quer por automobilistas.

    A violação sistemática das normas e regras do código de estrada, motivados pela condução em estado de embriaguez e o excesso de velocidade, estão na base dos acidentes em todo o país, sublinhou o chefe de departamento nacional de prevenção rodoviária.

    Estes números colocam os acidentes rodoviários como a segunda maior causa de mortes no país depois da malária e apresentamos a terceira maior taxa destes acidentes no mundo ficando atrás de países como Serra Leoa e Irão.

    Juntando os factores citados acima, quem anda pelas estradas do país facilmente chega a uma conclusão: conduzimos muito mal e quase todos os acidentes envolvem jovens. Meus senhores, estamos a perder o que de melhor este país tem, a juventude.

    Onde é que vamos parar? Apesar dos apelos constantes, ainda vemos muitos a conduzir quando bêbados pondo em risco não só a sua vida como também a de terceiros. Nunca se está seguro quando se conduz ou se anda pelas estradas ou ruas do nosso país e as vezes até em casa pois um despiste de um motorista bêbado pode acabar por nos encontrar a mesa ou na cama. Nem mesmo com a implementação do bafómetro pela Polícia Nacional ou dos radares para controlo da velocidade como acontece nas estradas de Benguela parece diminuir o volume de acidentes. Soluções precisam-se e é urgente ou as estatísticas continuarão a aumentar e a responsabilidade é de todos nós. Enquanto peões precisamos ter todo cuidado possível quando atravessamos a estrada e é necessário fazê-lo sempre nas passadeiras onde exista ou não um semáforo e nestas é preciso cumprirmos e esperarmos até que acenda o sinal verde que autoriza a travessia dos peões. Enquanto automobilistas o cuidado deve ser a dobrar, cumprir com as regras de trânsito e o código de estrada além de serem leis são uma forma de educação e respeito para com os nossos semelhantes.

    Respeito e educação são dois dos condimentos de que a nossa sociedade sente falta e precisamos cultivá-los. Precisamos respeitar a nossa vida para respeitar a dos outros, precisamos ser motoristas responsáveis e comprometidos com a segurança de todos a nossa volta. É preciso pararmos de pensar que a segurança nas estradas deve ser apenas preocupação da polícia ou de quem governa, cada um de nós é responsável por isso e temos de começar já, igrejas, escolas, sociedade civil organizada ou não. É necessário que o professor tire 5 minutos de cada tempo que tem numa turma para falar sobre isso, que o pastor durante a sua pregação todos os Domingos tire 5 minutos para falar sobre isso, até mesmo porque a igreja é ou deve ser a primeira defensora da vida, é necessário que eu tenha a coragem de impedir que o meu amigo conduza bêbado ou que ela beba quando conduz. Enquanto pensarmos que é algo que não nos diz respeito e que devem ser os outros a fazer, amanhã a vítima poderá ser o nosso irmão, pai, mãe, esposa ou mesmo nós, e lembrem-se, não é preciso estar a conduzir para ser vítima.

    Outro factor quase imprescindível é a iluminação das estradas e aqui volta a culpa para o governo. Como é possível que estradas como a Via Expressa Benfica Cacuaco, a Pedro de Castro Van Dúnem Loy, a Hoji Ya Henda, Deolinda Rodrigues, estrada de Catete, 21 de Janeiro, estrada da Samba ou a que liga Benguela Lobito não tenham iluminação?

    Além de reduzir o número de acidentes e atropelamentos reduz também o número de assaltos nestas zonas, então porque é que não resolvem se até dizem estar preocupados com estes problemas? Porque é que não se faz manutenção na iluminação existente?

    Muitas vezes mesmo depois de um acidente numa destas estradas sem iluminação a polícia chega tarde, sinaliza mal e acaba facilitando outros acidentes. Como é que duas viaturas acidentam na via Expressa e a polícia de Viana não tem meios para removê-las?

    Não se pode culpar sempre os automobilistas enquanto quem tem a obrigação de criar condições e garantir esta segurança não o fizer. Todos que podem fazer alguma coisa para evitar acidentes e evitar mortes e não o fazem são culpados, são assassinos.

    Amigos, a nossa atitude faz diferença. Por menor que seja, a nossa atitude pode salvar vidas e mudar o mundo para melhor.

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    A Bombar

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