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    Pais e encarregados de educação inseguros com o regresso dos filhos às escolas devido a questões de biossegurança

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    Por: Stella Cortêz

    Apesar de algumas instituições escolares garantirem a implementação de todas as medidas de biossegurança para os utentes das instituições de ensino, o regresso às aulas em Angola prossegue em discussão entre professores e encarregados de educação que não concordam com as actuais condições de saneamento básico, enquanto que o governo avança com a proposta do retorno do ano académico marcado para a próxima segunda-feira, 5 de Outubro.

    Num passeio pelas artérias de cidade capital, a equipa de reportagem do PLATINALINE procurou ouvir de alguns pais, à propósito da opinião que têm em relação às actividades lectivas presenciais nas escolas públicas e privadas nacionais, nesta altura em que os casos positivos de covid-19 tendem a aumentar dia após dia, e, de igual modo, saber das escolas quais as condições criadas para o retorno das aulas.

    Uma encarregada, que prefere não ser identificada, declarou com todas as letras que não mandará os seus filhos à escola, pois nada garante a segurança dos mesmos durante o período de aulas.

    “Tenho noção que mesmo em casa eles também podem não estar 100% isentos de apanhar esta doença, porque eu saio todos os dias, mas quando chego, faço questão de cumprir com todas as medidas de biossegurança antes mesmo de ter contacto com qualquer membro da minha família. Por mais que nós pais passemos as recomendações para que as crianças não abracem nem beijem os coleguinhas, isso é algo completamente impossível, sem esquecer que, quando chegarem à escola, existe a possibilidade de entre eles trocarem as máscaras, o que torna a situação bem mais complicada”, frisou. 

    Outra progenitora conta que, segundo constatou, as escolas em que estudam os seus filhos, até ao momento não têm condições nenhumas de biossegurança que assegurem o regresso das crianças à escola. “Estamos a falar de uma pandemia muito contagiosa, muitas crianças não têm a mínima ideia desta doença.”

    Fernanda Bravo, Diretora do Colégio Elizângela Filomena, garante que na sua instituição já existem todas as condições criadas para receber as crianças. 

    “Alias, as condições já estão criadas há bastante tempo, é só abrir os braços e recebê-las. Temos logo à entrada um lavatório para a lavagem das mãos, depois uma cabine de desinfestação, um tapete para os pés e o álcool em gel. Nas salas, as carteiras estão separadas e distanciadas, e cada aluno, durante a período em que estiver na escola, usará as nossas máscaras para evitar qualquer tipo de comutação”, disse a directora. 

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