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Prémios PALOP de conquista juvenil distinguem talentos angolanos

Por: Stella Cortêz

Residentes em Londres, 14 angolanos, entre os quais crianças e adolescentes, com habilidades nas mais diversas áreas profissionais, viram os seus talentos reconhecidos com o propósito de estimular o contínuo desenvolvimento das suas capacidades, bem com influenciar jovens de outras comunidades lusófonas e não só, a optarem pelo mesmo caminho.

Em conversa com o PLATINALINE, Henrique Sungo, membro organizador do evento denominado “Prémios PALOP de Conquista Juvenil”, fez saber que a premiação se deve ao facto de que todos acreditam que as crianças têm demonstrado e se destacado com zelo e dedicação em todas as actividades e, por este motivo, precisam de reconhecimento.

“Independentemente de estarem fora dos seus habitats, as crianças aqui têm se dedicado não somente nos estudos, mas também em outras actividades. Por exemplo, o Bráulio Nunes, de 15 anos, é um jovem que também actua na comunidade local, alimentando os moradores de rua, ajudando na escola e também a mãe em casa. Tal como ele, existem outras, como é o caso da Priscilla, uma estudante universitária de psicologia, que usa o seu talento musical para compartilhar a mensagem do evangelho. Ela também compartilha a palavra de Deus em suas plataformas de mídia social para inspirar outros jovens.

O evento distinguiu, ainda, o jovem Kyerese, pelas habilidades em representação. O angolano participou em diferentes peças musicais e desempenhou outros papéis como actor. Kyerese participou da peça que fizemos sobre violência doméstica e suas habilidades de actuação foram aplaudidas por aqueles que assistiram. É por isso que decidimos premiá-lo e incentivá-lo a continuar sua carreira de actor. Segue Nahla, de sete anos de idade, que traz na veia a paixão pelos desenhos, porém o seu talento não fica por aí, Nahala é oriunda de uma família de artesãos e ela também gosta de artes.

Já Sofia foi premiada pelas habilidades apresentadas nas aulas de moda. A jovem que, maioritariamente desenha roupas, trabalha como assessora de moda. No entanto, um dos trabalhos elaborados com cerca de 300 sacos de lixo e 200 colheres de plástico para aumentar a conscientização sobre a importância das mudanças climáticas e da reciclagem foi destaque na revista Colaboradora em Londres.

Além dos nomes acima mencionados, temos ainda o Henrique Sangossango, um jovem deficiente que adora fazer música. Ele fez uma batida que jogamos na categoria desportos. Jocelina é uma jovem activista, que fala sobre a importância da mudança climática e outras questões sociais que impactam a nossa comunidade e o meio ambiente. Ela é uma inspiração para outros jovens que desejam trabalhar na comunidade. Kelcia, de 8 anos, foi reconhecida pelo seu árduo trabalho em diferentes áreas, e recebeu alguns certificados de sua escola. Um detalhe que levou a organização a reconhecer o seu trabalho árduo sob forma de também incentivar outras crianças da sua idade a se darem bem.

Na lista integram ainda os angolanos Ebenezer, que deseja ser actor. Kelly é uma estudante universitária do curso de administração de empresas e empreendedorismo, bem como Yanick, jogador de um clube de futebol júnior.

A Victória é um caso excepcional, depois de passar por Portugal, ela fixou residência no Reino Unido, na altura tinha apenas 4 anos, e não sabia falar a língua inglesa. Mas isso não a impediu de atingir os seus objectivos académicos. Todavia, o que amamos em Victória é a sua pró-actividade, independentemente das barreiras que enfrentou, uma delas tem que ver com as dificuldades económicas para financiar os estudos, graças à cantora norte-americana Taylor Swift, que aceitou pagar os estudos, ela agora está na universidade a estudar matemática. Nós, como organização, estamos muito orgulhosos dela e acreditamos que a comunidade angolana também.” Finalizou.

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