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    Primeira-Dama Ana Dias Lourenço defende mais mulheres nos órgãos de defesa e  soberania do Estado

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    A Primeira-dama da República, Ana Dias Lourenço, afirmou, esta sexta-feira, em Luanda, que a participação das mulheres na promoção, manutenção e construção da paz constitui condição para que as suas experiências, prioridades e soluções contribuam para uma estabilidade, através de uma governação inclusiva.

    Ana Dias Lourenço discursava durante o acto de encerramento do “curso de defesa e segurança nacional na perspectiva do gênero”, dirigido a quadros superiores dos Órgãos de Defesa e Segurança nacionais, do poder legislativo e executivo e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

    Segundo a Primeira-dama, deve ser uma prioridade a participação plena, igualitária e substantiva das mulheres na conquista e na manutenção da paz, para que essa seja duradoura e sustentável

    Frisou, que a história de Angola têm  testemunhado o papel das mulheres na luta de resistência à ocupação colonial, a começar pela Rainha Nzinga Mbandi, no século XVII, e muitas outras que contribuíram decisivamente para a conquista da independência nacional e para a preservação da soberania e integridade territoriais.

    Ao contrário de outros países, salientou, a integração das mulheres nas Forças Armadas e de Segurança em Angola já tinha expressão no contexto dos movimentos de libertação, designadamente no corpo de guerrilheiros do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA).

    “Hoje, ao nível dos centros de instrução, escolas de especialização e academias militares, há integração do género feminino nos três ramos das Forças Armadas, e que embora ainda com efectivos inferiores aos dez (10) por cento, processa-se de forma gradual”, realçou.

    Ana Dias Lourenço considerou a  integração das mulheres nos órgãos de soberania do Estado, como uma realidade, mas que o seu peso pode ser reforçado, de forma equiparada ao que já acontece na administração pública em geral, onde cerca de um quarto do universo dos funcionários públicos são mulheres com espírito empreendedor.

    Adiantou ainda que a integração da perspectiva do género se torna assim essencial, incorporando as contribuições e as experiências das organizações de mulheres no desenvolvimento de políticas e programas, rejeitando estereótipos e visões deturpadas sobre o género.

    No acto realizado no Comando do Exército, a Primeira Dama da Republica referiu que neste movimento de mudança colectiva, todos e cada um deverá contribuir, na medida das suas capacidades, para tornar este objectivo numa realidade.

    Acrescentou que as diferenças de desempenho entre os géneros nos domínios da Segurança e Defesa têm sido atenuadas pelos progressos tecnológicos, que vêm levado à substituição da força física do soldado pelas suas capacidades intelectuais.

    “Algumas condições para a implementação prática dos princípios de equidade, justiça e igualdade, preconizados pela ONU, passam pelo aumento do efectivo de mulheres nas forças armadas e de segurança, com um maior número de participação em missões internacionais de construção e manutenção da paz”, disse.

    Sublinhou, de igual modo, que a existência de mecanismos de monitorização e avaliação são ainda pontos críticos para a eficácia das políticas de igualdade de género, não duvidando que cada vez mais os países serão questionados sobre a eficácia da sua acção muito mais do que relatórios sobre reuniões ou processos de intenção.

    O curso de defesa e segurança nacional na perspectiva do género, que decorreu durante cinco dias, previu a participação de 167 auditores, mas apenas 88 participantes concluíram a formação, dentre os quais 36 civis, 40 militares,  e 12 polícias, de Angola, Cabo Verde e do Brasil, dada a ausência dos demais países. ECC/MDS/ART

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