- Publicidade -
Início* NotíciasHá 15 meses sem trabalhar, promotores de eventos protestam contra restrições à...

Há 15 meses sem trabalhar, promotores de eventos protestam contra restrições à Covid-19

- Publicidade -

Por: Stella Cortêz

Em função dos inúmeros vídeos e fotos partilhados nas redes sociais, em que surge um aglomerado de pessoas em actividades realizadas por partidos políticos, promotores de eventos, Djs e artistas, bem como gestores de espaços de restauração apelam a reabertura dos restaurantes que se encontram encerrados há um bom tempo.

Com o intuito de ouvir os profissionais que há 15 meses vêm-se  impedidos de exercer as suas funções por conta das medidas de restrições, a equipa de reportagem do PLATINALINE procurou contactar alguns profissionais que manifestaram o seu descontentamento quando falavam sobre o sucedido.

Sem poder executar aquilo que mais gosta, o produtor de eventos na Link Duilio conta que ver o aglomerado de gente causou-lhe um sentimento de frustração. “Nós, promotores de eventos, não conseguimos realizar actividades para sessenta ou cem pessoas e observamos outros a fazerem actividades com muita gente, é daí que surge a nossa insatisfação”, lamentou Duílio, sublinhando que de momento não existe nenhuma possibilidade de saírem às ruas para protestar pacificamente. Todavia, para que o mesmo não aconteça, tudo depende única e exclusivamente das novas medidas a serem decretadas neste mês de Julho.

Já o animador das cabines eletrônicas, conhecido por Dj Danger, que de forma cautelar tem levado às suas animações para as pistas de dança, também deixou o seu parecer: “É muito triste quando numa casa existem filhos e afilhados, porque não podemos estar inseridos numa sociedade em que a lei serve apenas para uns e para outros não. Se eu realizar um evento para mais de 100 pessoas, consequentemente a polícia surge para encerrar o espaço, sofremos sanções, enquanto os políticos vão às ruas com mais de mil pessoas. Isso causa desmotivação dentro da classe”, frisou.

Neste sentido, vários artistas decidiram, igualmente, abraçar a causa cujo objectivo consiste em chamar atenção às pessoas de direito que a lei deve ser implementada e cumprida por todos. Ainda usaram às suas redes sociais para manifestarem opiniões concernentes ao assunto que deixou perplexo a sociedade: “É complicado quando já nem se escondem que os decretos não são para todos”. “Só queremos ganhar as medidas de cada dia com todas as medidas de prevenção”, são alguns dos comentários de cantores deixados em suas redes sociais.

Karina Barbosa, que ao longo da fase de confinamento, procurou, através do processo de reinvenção, trabalhar em projectos que dentre os quais destacam-se o “Conversas Acústicas”, mostrou-se solidária com todos os profissionais da restauração, entretenimento e cultura no geral, que têm sido os mais prejudicados pelas restrições impostas pela COVID-19.

Ciente de que a protecção à saúde é fundamental, Karina esclarece que a substância dos negócios dos profissionais e das suas famílias também o é: “É preciso que haja planeamento, coerência e uma gestão justa das medidas tomadas, para que protejam realmente todos e não apenas alguns, pois, todos cidadãos e áreas de actividade devem ter direitos e oportunidades iguais”, escreveu Karina Barbosa.

De lembrar que os restaurantes, bares e similares, em Luanda, foram proibidos de abrir aos fim-de-semanas, no pretérito mês de Maio, após o anúncio das novas medidas de restrições decretadas pelo executivo angolano dado ao aumento considerável de números de casos da Covid-19 naquela altura.

- Publicidade -spot_img
Mais recentes
Artigos relacionados
- Publicidade -
Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments