Por: Hélio Cristóvão

Com um vasto currículo a nível cinematográfico e com certa experiência nas artes cénicas, Paulo Americano, que protagonizou o filme “Santana”, representando o personagem Dias Santana, é um actor de nacionalidade angolana, que vive dividido entre a República Checa e Angola, onde se dedica à actividade empresarial.

O actor contou em entrevista ao PLATINALINE momentos marcantes que viveu durante as gravações, há seis anos. “Foi um trabalho partilhado por várias pessoas que tinham  ideias diferentes, mas o que era de facto importante foi a ideia principal do progenitor do produto, que é o Maradona Dias dos Santos, na altura ele já falava do filme com muita propriedade, como se já o tivesse visto, mas, no entanto, era apenas uma ideia que em pouco menos de duas semanas transformou-a em papel.”

Paulo Americano, que não reside em Angola há quase 30 anos, falou do quão importante é este trabalho para a sua carreira e de como conheceu Dias dos Santos. “Durante longos anos trabalhei na República Checa como actor, no entanto, em 2012, enquanto filmávamos o filme de George Lucas, conheci o gênio Maradona, ambos descobrimos ali que éramos compatriotas e ele manifestou o desejo de realizar um filme angolano. Em pouco tempo, num prazo de sete a oito dias, ele criou um guião e fomos tratando sobre o filme. Ele é uma pessoa muito dedicada ao trabalho, fechava-se no quarto para escrever.”

Sobre as fases marcantes vividas durante as gravações, Paulo conta que haviam momentos muito difíceis. “Tínhamos que experimentar no terreno algumas cenas nada fáceis. Tivemos que trabalhar numa mata fechada com vários actores da África do Sul que estavam a representar os demónios que eu via, trabalhamos de forma a assemelhar tudo ao real.”

Para finalizar, o actor sublinhou que este filme passa a ser uma abertura para que outras produções nacionais sigam o mesmo percurso. “Acredito que seja algo muito fácil, precisamos apenas que haja vontade de apoiar os produtos nacionais, estamos a falar do Ministério da Cultura e dos empresários, pois Angola tem talentos demais, mas essas pessoas não são muito bem olhadas, elas começam a sua carreira no teatro e morrem no teatro.”