Sexo. Como, onde, quando?

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Posso afirmar que muita gente clicou no título porque tem certeza que vai encontrar frases e palavras quentes, iguais ou melhores as que se costumam ler em contos eróticos. Hum! Porque o mundo hoje está assim: fala-se de sexo como se fala do preço da banana. Está tudo escancarado! O que era para se falar em um local e momento propício, hoje, faz-se e se fala tão abertamente e até os filmes que antes eram somente para o público adulto já é visto por adolescentes. É o preço que pagamos pela globalização, capitalismo, liberalismo, modernismo e toda a sorte de ismos que vocês poderem imaginar.

Ora, se não, vejamos: há algumas décadas, quando os valores familiares eram estritamente conservados, a mulher não devia exibir para Deus e para o mundo suas belas ancas e nem os homens deviam mostrar seus peitorais para outras pessoas. Aí sim, precisava-se ser muito pecador para ‘cobiçar’ as ‘coisas’ alheias!

Passaram-se os anos aumentou-se a produção de material pornográfico. Estamos falando do novo milênio, dos anos dois mil. Popularizou-se a internet através de Lan Houses ou Cyber Cafés. O que era preciso comprar revistas e cassetes para ver, nesta época estava aí, aos olhos de todos. Ainda assim a pornografia era vista apenas em vídeos pequenos. De segundos apenas. Mas hoje, meus caros, os vídeos estão todos aí, os sites hoje apresentam uma gama de categorias que vão desde sexo de adolescentes virgens às grandes orgias (como as do tempo de Sodoma e Gomorra – é pena que naquele tempo não houvesse ainda Ipod para gravar tudo. Daria um bom filme). Hoje a pornografia está ao nosso alcance tanto que existem pessoas capazes de ver aos vídeos ao mesmo tempo em que comem pipoca, como se de cinema se tratasse. O mundo está promíscuo! Tanto que em breve não mais haverá barreira para o erótico (sensual) e o pornográfico (sexual).

Nos dias de hoje – e há quem defenda isso com unhas e dentes – nós sabemos mais sobre sexo em relação aos nossos tios, pais, avôs etc. Hoje sabemos mais sobre prevenção de doenças (P.S: Naquele tempo estas doenças não existiam, e as que existiam, não se espalhavam porque os parceiros não eram ‘compartilhados’ pela vizinhança e /ou em bailes – nem mesmo nós os africanos ‘comíamos no mesmo prato [só porque é gostoso o alimento]); hoje finalmente sabemos mais sobre, qual posição nos excita mais, como prolongar a ereção, broche, minete, punheta, o ponto G e… por aí vai! Só nos esquecemos de que, antes do sexo vem o respeito próprio, o amor ao próximo, e a satisfação mútua. Esquecemos-nos que não basta somente introduzir o pênis na vagina e fazer os ‘movimentos’. Esquecemos-nos que o casal deve estar mental, emocional, psicológica, e fisicamente preparados para o ato.

Hoje somos autodidatas a ponto de não precisarmos mais de conversar com os pais sobre o assunto. As jovens não precisam mais aprender sobre higiene íntima, até porque já não precisam lavar os pensos (manda-se comprar na farmácia e até na zunga), por exemplo. E os homens… estes já não precisam de conselhos porque na visão moderna, para fazer sexo basta sair na noite, encher a cara e pegar a mais fácil que aparecer.

E os pais, que sempre foram inibidos e cegos pelo tabu, os pais acabaram ainda mais bloqueados, que se esqueceram das maneiras de como falar, onde e quando o momento certo para falar com os filhos sobre sexo. Tudo isso a internet já ensina

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