Sexualização das músicas e danças da actualidade deturpam valores morais anteriormente conservados

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Por: Hélio Cristóvão
Actualmente, boa parte da percentagem de artistas (cantores e bailarinos) que surgem fazem apelo à sexualidade nas suas músicas e danças, um gesto anteriormente repudiado que cada vez mais vem sendo normalizado e ganhando espaço no mercado, sobretudo entre os jovens, adolescentes e crianças, o que torna a coisa ainda mais séria.
Já lá se foram os tempos em que a sociedade conservava os valores morais ensinados pelos pais, tios ou até mesmo pelos vizinhos (que outrora exerciam o papel de um familiar). Embora este parágrafo tenha alguma relação com o assunto principal, vamos situar o nosso ponto de abordagem. As músicas e danças que exponham crianças e adolescentes à erotização precoce.
Por que razão esse tipo de conteúdo vem sendo muito consumido? Por que razão há pouco pronunciamento sério sobre o assunto? Por que razão estas músicas e videoclipes não são, até certo ponto, censurados? Para os mais adultos, se calhar pais é o tipo de dança que gostaria de ver seu filho (a) dançar?
Todas estas questões não são para serem respondidas neste post, mas cautelosamente analisadas por todos nós. Actualmente tem sido recorrente ver crianças fazendo gestos obscenos em forma de “dança”, mas o acto passa despercebido aos olhos de todos, pior, há adultos que até incentivam. “Esse (a) miúdo (a) dança muito”, é o que dizem. Colocam-no no meio de adultos, numa roda, e aplaudem.
O que fica óbvio aos olhos de todos é que os artistas que compõem e produzem tais conteúdos não têm qualquer tipo de preocupação sobre o possível desvio social e dos valores que a cultura angolana/ africana sempre preservou. Será este o caminho que se quer seguir? Ainda há tempo de corrigir ou não há problema algum e está tudo bem?
Talvez estejamos no momento certo para sancionar os autores destas acções, mas de que forma é que se pode solucionar este “problema”? A sexualização das músicas e danças da actualidade deturpam valores morais anteriormente conservados.
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