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Sob o tema: Planeamento Familiar “Emponderando as pessoas desenvolvendo as Nações” Mundo Celebra Dia Mundial da População

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“O acesso a um planeamento familiar seguro e voluntário é um direito humano, é fundamental para a igualdade de género e o empoderamento das mulheres e é um factor chave na redução da pobreza”, relata a mensagem oficial sobre o dia Mundial da População 2017.

11 De Julho de 2017
No dia 11 de Julho de 1987, foi celebrado o Dia dos 5 Biliões de Pessoas no mundo. Dois anos depois, o 11 de Julho adquiriu o Estatuto de “Dia Mundial da População”, que é celebrado ano após ano no mundo inteiro, com varias actividades que visam aumentar a conscientização sobre as questões populacionais, incluindo seus vínculos com o meio ambiente e o desenvolvimento.

Cada ano, o Dia Mundial da População considera um tema de relevância mundial para a comemoração. Este ano, o tema seleccionado é “Planeamento Familiar: Emponderando as pessoas desenvolvendo as Nações”.

O acesso a um planeamento familiar seguro e voluntário é um direito humano, é fundamental para a igualdade de género e o empoderamento das mulheres e é um factor chave na redução da pobreza. No entanto, cerca de 225 milhões de mulheres que querem evitar a gravidez não utilizam métodos de planeamento familiar seguros e eficazes. A maioria dessas mulheres com uma demanda insatisfeita de contraceptivos vive em 69 dos países mais pobres da Terra.

Responder a demanda insatisfeita salvaria vidas, evitando 67 milhões de gravidezes não planeadas em todo o mundo e reduzindo as mortes maternas em um terço das mortes maternas estimadas em 303,000 que ocorrerão em 2017.

Investir no planeamento familiar é investir na saúde e direitos das mulheres e casais. Esses investimentos também produzem ganhos económicos e outros que podem impulsionar o desenvolvimento e são, portanto, críticos para o sucesso da Agenda de Desenvolvimento Sustentável de 2030 e seus 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

O planeamento familiar é uma intervenção que salva vidas: evita gravidezes indesejadas e por sua vez, reduz os riscos para a saúde durante o parto e o recurso a abortos inseguros. Os preservativos masculinos e femininos também podem reduzir o risco de infecções sexualmente transmissíveis.

A nível global o uso moderno de contraceptivos quase dobrou, passando de 36% em 1970 para 64% em 2016. Actualmente, cerca de 225 milhões de mulheres em todo o mundo têm uma demanda insatisfeita para o planeamento familiar moderno. No entanto, ainda temos um longo caminho a percorrer para garantir que todas as mulheres possam gozar do direito de decidir se, quando e com que frequência engravidar.

No caso de Angola, segundo os dados do IMS 2015 e de estudos realizados recentemente a procura total de planeamento familiar é de 52% e cerca de 38% das mulheres tem necessidades não satisfeitas de contracepção moderna, e 14% usam algum método contraceptivo, ou seja tem necessidade satisfeita.

Em 2016, os contraceptivos fornecidos pelo UNFPA tinham o potencial de prevenir 11,7 milhões de gravidezes não planeadas, cerca de 3,7 milhões de abortos inseguros e prevenir uma estimativa de 29 mil mortes maternas.

As mulheres que escolhem o planeamento familiar são mais saudáveis e enfrentam menor risco de morte materna. Crianças nascidas de mulheres que pautam pelo espaçamento da gravidez tendem a ser mais saudáveis e enfrentam um risco reduzido de morte nos primeiros cinco anos.

O UNFPA estabeleceu um objectivo ambicioso e transformador para eliminar toda a demanda insatisfeita de planeamento familiar até 2030. Neste Dia Mundial da População, pedimos a todos os governos e partes interessadas que ajudem a atingir esse objectivo.

O investimento no Planeamento Familiar não é apenas uma questão de proteger a saúde e os direitos, mas também é uma questão de investir no desenvolvimento económico, na prosperidade e no progresso da humanidade.

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Celebração da Efemeride em Angola

O 11 de Julho que hoje celebramos ficou marcado em 1987 como o dia em que o mundo atingiu os cinco bilhões de habitantes, sob recomendação do Conselho de Administração do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas em 1989 o 11 de Julho passou a ser observado como o Dia Mundial da População e é celebrado em todo mundo desde 1990.

Para este ano o tema da celebração mundial centra-se no tema “Planeamento Familiar: Emponderando as pessoas desenvolvendo as Nações”. Sendo que as actividades preparatórias estão sob liderança do Ministério da Saúde, com a participação dos Ministérios da Assistência e Reinserção Social, da Família e Promoção da Mulher, da Educação, do Planeamento e Desenvolvimento Territorial, bem como do Instituto Angolano de Estatísticas, contando com o apoio do UNFPA, O Fundo das Nações Unidas para a População.

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O UNFPA – Fundo das Nações Unidas para a População, é uma agência de cooperação internacional para o desenvolvimento, que promove o direito de cada mulher, homem e criança a gozar de uma vida saudável com igualdade de oportunidades para todos.O UNFPA apoia os países a usar dados populacionais para elaboração de políticas e programas de redução da pobreza. Contribui também para assegurar que cada gravidez seja desejada, cada parto seja seguro, e o potencial de cada jovem seja alcançado.

Helder Pedrohttp://www.afacc16.org
HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.
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