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    Amigos da música, amigos da onça!

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    Hoje sem muitos rodeios vou direito ao ponto: quando um estrangeiro faz um sample ou uma versão de uma musica angolana, não se sinta regozijado e nem ache que a nossa música está a ser reconhecida lá fora. Está a cair no equívoco se pensa assim!

    Pra começar, não é justo que alguém venha ao nosso país e leve, inicialmente sem nossa autorização, algo que pertence a nós só porque gostou dos detalhes. Por outro lado vale também dizer que o reconhecimento ao que é nosso implica reproduzir integralmente da forma como nós executamos! O que quero dizer é que se o estrangeiro ouve a nossa música e gostar a ponto de querer levá-la para o seu país deve, entre outros detalhes,  tocar tal como ela é feita no país de origem. Só assim estaria dizendo que a música é de Angola! Se ouvir Semba, leve lá fora e cante Semba também! Não sabe cantar Semba? Se vire! É justo pegar uma rebita e cantar em Rumba? Olha que se fizer isso e ainda que diga que é a letra é angolana, os ouvintes jamais entenderão a riqueza da nossa música. Afinal, eles só a conhecem na versão em Rumba! Que público sairá daí para pesquisar a origem da música? Nenhum!

     

     

    Agora vejamos como eles ganham: Tudo começa quando eles a convite dos nossos promotores de eventos vêm ao país, recebem rios de dinheiro, se comparado as “migalhas” que são dadas aos “nossos”. Como se não bastasse nossos convidados se sentem “apaixonados” pelas nossas letras e simplesmente a executam nos seus países onde o reconhecimento ao autor passa apenas por uma frase no inicio ou no final da música com os créditos. Verdade seja dita, no calor do show, ninguém presta atenção a estas informações. Eu pelo menos não. E ainda que preste, isso basta para o reconhecimento da propriedade intelectual?

     

    Amigos, o que os músicos estrangeiros estão a fazer é a mesma coisa que supostos empresários que chegam no país, abrem empresas fictícias, em nome da ajuda na reconstrução nacional, e no fim de contas exploram sorrateiramente nossas riquezas e se quer pagam impostos que, na lógica seria revertido em benefício dos donos da riqueza, os angolanos. Exagero? Não. É exatamente a mesma coisa. Se as músicas em questão fossem de compositores de seus países, eles não precisariam falar a autoria. Em contrapartida, o musico compositor ganharia por cada execução em rádios, internet, TVs e Shows. Algum compositor angolano recebeu alguma coisa já? E era correspondente ao que?

     

     

     

     

    Uma história que poucos sabem é que houve uma banda brasileira, que interpretava a música de outro brasileiro até receberem o convite de uma grande rede de televisão para que tal música fizesse parte da trilha sonora de uma novela que por sinal os angolanos viram e aplaudiram. O que poucos sabem é que a banda, quando contatada pela TV, correu e ofereceu ao autor da música mais ou menos 30 mil reais, mais ou menos 16 mil dólares (números não oficial) e da emissora receberam um montante equivalente a 1 milhão de reais, quase meio milhão de dólares. Má fé? Sim, infelizmente existem pessoas que agem de má fé. E se os nossos músicos estão à espera apenas de se aperceberem que sua música está a ser executada no exterior do país, apenas pela internet, então um dia verão a gravidade deste ato quando pessoalmente ouvirem suas composições nas principais novelas dos canais estrangeiros que igualmente invadem o espaço que seria do nacional. Nada nos garante que todos os nossos convidados são honestos. E Não teremos onde reclamar porque embora tenhamos leis que defendam os direitos de autores, qual é a instituição onde tais autores registram suas obras e como é feita a fiscalização para salvaguardar a propriedade intelectual dos angolanos?

     

     

     

    Por: Custódio Fernando 

    Apresentador do programa Zwela Africa da Radio Line, A Radio Oficial do Portal Platina Line

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