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    Anselmo Ralph é o artista que em Portugal vende mais discos e cobra mais caro pelos seus concertos

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    O Jornal Expresso de Portugal, publicou nesta semana, um artigo de opinião, onde nele exprime o talento e arte do Cantor Angolano Anselmo Ralph, e tenta explicar os motivos de tanta popularidade em Portugal, façanha que nenhum outro africano conseguiu em terras Lusas

    É oficial! Anselmo Ralph tornou-se no primeiro artista oriundo das ex-colónias a chegar ao 1.º lugar da tabela de vendas. Não deixa de ser significativo que o álbum “A Dor do Cupido” seja, desde há 40 anos – ou melhor dizendo, desde o 25 de Abril de 1974 –  o primeiro disco de um angolano a conquistar o lugar mais alto do top de vendas em Portugal, façanha que nenhum afrodescendente conseguiu alcançar. Longe vão os tempos em que, já depois de ter início a guerra em Angola, Eduardo Nascimento vencia o Festival da Canção, com o tema ‘O Vento Mudou’. Mais longe ainda vão os idos em que o Estado Novo patrocinava o Duo Ouro Negro em digressões internacionais que pretendiam mostrar ao mundo o quanto prezava a cultura e quão bem cuidava dos que haviam nascido no Ultramar.

    Não é oficial, mas é oficioso: Anselmo Ralph é o artista que mais receitas gerou durante o ano da Graça de 2014 com os seus concertos. Esqueçam os velhos dinossauros que há décadas dominam o circuito de espetáculos em Portugal, seja pelo seu talento seja pela ‘proximidade’ que ao longo de anos cultivaram junto das autarquias. Anselmo Ralph arrasou o sistema: o seu cachê é, muito provavelmente, o mais alto que hoje se pratica em Portugal (ronda os 70 mil euros) e é o mais pretendido para atuar. Deve-se ainda acrescentar que entre as dezenas de concertos que fazem parte da sua agenda deste ano, apenas três são de entrada livre, o que contrasta de forma aterradora com aquilo que se vê entre os artistas nativos, habituados a ter as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesias entre os seus principais clientes para espetáculos com entrada à borla. Ou seja, Anselmo Ralph não teme o confronto com o seu público e não enjeita a produção própria dos seus concertos nas salas com maior prestígio: nos últimos meses, apresentou-se, sempre com lotação esgotada, no Campo Pequeno, no Coliseu dos Recreios e na Meo Arena. Em dezembro, regressa à Meo Arena, a maior sala de concertos em Portugal.

    Ninguém sabe explicar o fenómeno Ralph. E isso é bom. Aqui não se discute o mérito musical de Anselmo. Mas não vale dizer que é ele um produto da TV. Quando chegou ao júri de um programa de talentos da televisão portuguesa já a carreira de Anselmo Ralph estava mais que lançada. Não vale, também, remetê-lo ao nicho africano, apesar de uma legião de aprendizes que lhe tenta seguir os passos. Anselmo Ralph é um fenómeno transversal que percorre a sociedade portuguesa desde as classes baixas à classe média alta, com especial incidência no público feminino. A esse respeito, talvez seja sensato dizer que Anselmo Ralph está mais próximo de um cantor romântico como Tony Carreira do que qualquer artista inspirado em Stevie Wonder. E não, Tony Carreira não é um músico pimba, é um cantor romântico à maneira de Júlio Iglésias e muitos outros que sucedem por esse mundo fora.

    Não vale também, exatamente porque já passaram 40 anos desde o 25 de Abril, retratá-lo como um delinquente, como alguma imprensa se apresta a fazer. O que sucedeu ontem no encerramento das Festas do Mar, em Cascais, não se deve a Anselmo Ralph. Deve-se a quem considera aquele um local próprio para espetáculos desta dimensão. E agora sim, vale a pena lembrar, que o mesmo artista atuou no festival O Sol da Caparica há 15 dias, com lotação esgotada e sem notícia de qualquer desacato.

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