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Conheça o premiado editor internacional que agora aposta no mercado angolano

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Por: Iraneth da Cruz

Com uma vasta carreira de 20 anos em cinema, publicidade e televisão, Rui Dias é o responsável pelo video de homenagem ao ex-presidente de Angola, engenheiro José Eduardo dos Santos.

Editor premiado e reconhecido além-fronteiras e com mais de 60 prémios conquistados só no último ano de 2016, Rui trabalhou nos mais importantes estúdios cinematográficos um pouco por todo o mundo., como Cinecittá Roma, Babelsberg Berlim, La Cité Du Cinéma Paris e FilMiami.

Em Angola há quatro meses e com vários projectos em mãos, Rui Dias está actualmente a realizar o videoclipe do ZONA 5 e a próxima campanha da RED COLA para os próximos meses e são vários os projectos em que está envolvido e que terão o seu selo de qualidade.

Platina Line: O que lhe fez vir a Angola?Rui Dias: Já tinha trabalhado em vários países africanos, e um deles é Angola, onde tinha sido muito bem recebido e tudo tinha corrido bem. Fiquei com vontade em regressar a Luanda e, nos últimos anos, tinha até tentado voltar. Estava a trabalhar em Berlim quando fui sondado para vir trabalhar em Angola. O projecto era ambicioso, a produtora, que já dominava a área da fotografia, queria também apostar no vídeo. Isso seduziu-me, pois já tinha passado por uma experiência igual em Miami quando lá trabalhei. Esse primeiro contacto rapidamente se transformou num convite formal. Larguei tudo e vim para Angola, financeiramente fiquei a perder, mas esse não era um factor assim tão importante pois o projecto seduziu-me.

Platina Line: Quanto tempo pretende ficar em Angola?
Rui Dias: Sinceramente não sei! Depende. Se os meus patrões continuarem satisfeitos com o meu desempenho e da minha parte depende de dois factores pessoais. Mas, até agora, tudo está a correr muito bem e tenho tido muito apoio dos meus patrões.

Platina Line: Quais são os projectos que tem em carteira?
Rui Dias: Vários filmes publicitários, dois videoclipes e um projecto ligado à televisão.

PL: Durante a sua estadia em Angola, qual foi o trabalho que mais gostou de fazer?
RD: Estou cá há quatro meses, poderia enumerar alguns trabalhos, mas talvez destaque o vídeo-homenagem ao ex-presidente, José Eduardo dos Santos.

PL: Quais são as melhores lembranças que tem guardado relacionado com os seus trabalhos?
RD: As melhores lembranças são sempre as felicitações dos colegas, dos actores, dos realizadores, dos produtores, enfim, de toda a equipa no final de cada projecto e também dos amigos que se fazem neste meio audiovisual.

PL: De todos os trabalhos que fez, qual foi o que achou mais difícil?
RD: Todos os trabalhos têm o seu grau de dificuldade, ou pelos prazos apertados, ou pela dificuldade de execução, mas dos últimos talvez destaque uma campanha publicitária que fiz em Milão para uma companhia de seguros. Colocámos um submarino a emergir debaixo do alcatrão numa rua no centro de Milão e a provocar um acidente com um carro.

PL: Quantos videoclipes já produziu de artistas angolanos?
RD: Estamos a finalizar o último videoclipe do ZONA 5 e depois iremos fazer um outro videoclipe para outro grande artista angolano.

PL: Recentemente ministrou uma palestra na Mediateca de Luanda. Como correu?
RD: Julgo que correu bem! Gosto muito destas iniciativas, gosto de partilhar experiências e também adoro dar aulas, pois fui formador em várias escolas.

PL: Qual foi a melhor fase da sua carreira?
RD: Já tive muitas fases boas, não sei especificar a melhor. Tive a oportunidade de trabalhar nos grandes estúdios e em projectos fantásticos. Trabalhei com os melhores e para os melhores, sou um sortudo por ter tido esse privilégio. Actualmente faço parte de uma produtora angolana, a FaceStudio, composta por angolanos, todos eles com muito valor. Quando cá cheguei, fiquei impressionado porque nesta produtora se trabalha na produção com o mesmo grau de exigência e de qualidade que se pratica, por exemplo, na Europa. E, a nível de condições e equipamentos técnicos, nada falta para se fazer um óptimo trabalho.

PL: Para terminar, fale dos prémios que já arrecadou?
RD: É verdade que é sempre bom ser premiado, é um reconhecimento do trabalho efectuado. Recebi mais de 60 prémios só no último ano, não quero perder o hábito de receber prémios e quero continuar a ganhar, agora em Angola com esta equipa da qual orgulhosamente faço parte. Ainda tenho umas prateleiras vazias lá em casa.

Rui Dias

Falando em prémios, esses são alguns prémios que Rui Dias arrebatou:

1 Leão de ouro no Festival de Cannes;

3 Leões de bronze no Festival de Cannes;

2 prémios de ouro nos American Caples Awards;

1 prémio de bronze no Festival Eurobest Belgique;

1 prémio de ouro no Grand Prix Stratégie Paris;

7 prémios de ouro, 4 de Prata e 4 de Bronze no Festival Clube Criativos de Portugal;

1 prémio de ouro no ICS Award USA;

1 prémio de ouro no OFCS Award USA;

1 prémio de ouro e 1 prémio de bronze no FestivaL Prémios Criatividade M&P;

1 prémio de prata nos ADCE AWARDS 2016;

1 prémio de prata nos Lusófonos da Criatividade;

1 prémio de bronze nos ADCE AWARDS 2016;

2º lugar no Top 10 YouTube Ads Portugal 20015;

2 nomeações na ShortList do Festival de Cannes;

5 Menções honrosas em festivais internacionais: London Film Festival, Miami Film Festival, Montclair Film Festival, Munich Film Festival e San Sebastián International Film Festival.

Helder Pedrohttp://www.afacc16.org
HÉLDER PEDRO, DE COBRADOR DE TÁXI A PROMESSA DA TV NACIONAL Há alguns meses que a televisão nacional ganhou um novo rosto. Hélder Pedro é o “platinado” que todos os sábados apresenta o mais recente programa de televisão sobre o jet7 angolano, no canal Jango Magic, da operadora DStv. A voz naturalmente colocada e a dicção não deixam margem para dúvidas de que a vocação radiofónica está-lhe no ADN. Apesar de ter optado por estudar Ciências Físicas e Biológicas no ensino médio, Hélder era apelidado pelos colegas de o “Bartolomeu da sala”, numa clara comparação a Ernesto Bartolomeu, famoso apresentador do telejornal da TPA 1. Várias foram as vezes que o jovem ouviu dizer que estava a perder-se no curso errado, porque “tinha um grande potencial para o jornalismo”, disse em entrevista à BANTUMEN. Num teste às suas capacidades, em 2008, decidiu criar a Rádio One, onde o seu quarto era o estúdio e os vizinhos a audiência. Uma coluna no terraço e estava criada a primeira rádio a ser emitida no município de Cacuaco. “Tudo o que eu falasse, as pessoas que viviam nos arredores da casa ouviam. O programa da Rádio One começava às 18 horas e tinha como convidados os meus irmãos e primo. O projecto surge com o intuito de entreter as noites da nossa vizinhança, uma vez que havia muita bandidagem no bairro e a zona era muito silenciosa.” Mas antes de chegar às televisões do país através do semanal “Platinando”, as curvas e contra-curvas da vida de Hélder levaram-no a ser pedreiro, cobrador de táxi, taxista e segurança num quintal do pai. Mas a perseverança está-lhe impressa no caracter. Em 2012, o “Bartolomeu da sala” conseguiu chegar à redação da Platina Line, através do pai que conhecia um dos funcionários da empresa. “Por ser bom e talentoso, passei no casting. Comecei como repórter, passei de seguida a fazer o programa de rádio na Kairós e fui promovido mais tarde para apresentador de TV, fazendo até hoje o programa “Platinando” com a minha colega Rosa de Sousa.” Um ano mais tarde, a responsabilidade do jovem trabalhador-estudante tornou-se demasiado pesada e foi necessário optar entre as várias actividades que desenvolvia ao mesmo tempo. “Estudava na Utanga do Capolo, fazia o curso de Electrónica e Telecomunicações e era difícil conciliar os estudos, serviço de táxi “não personalizado” e a Platina Line. Larguei o táxi e os estudos por falta de apoio, pois nessa altura o meu pai já não tinha condições para sustentar os meus estudos. E eu que sempre pensei que ser estudante universitário fosse um mar de rosas e que fosse principalmente fácil pagar as propinas, enganei-me!” Depois de dois anos dedicados à comunicação, Hélder decide voltar a estudar e é actualmente aluno da Universidade Independente de Angola, no curso de Ciências da Comunicação. Numa breve análise à liberdade de expressão dos meios de comunicação nacionais, Hélder Pedro diz que a “Platina Line veio revolucionar a comunicação social em Angola, em particular o mundo do entretenimento. Mas, como infelizmente a nossa sociedade ainda não tem uma mente tão aberta neste campo, encaramos certas informações como abusos contra identidade, o que impossibilita a liberdade de comunicação e muitas vezes de expressão. Como resultado, muitos jornalistas, comunicólogos e não só, vêem-se na obrigação de omitirem determinadas informações”, explica. Entre o online e a TV não consegue designar um preferido e garante que as duas categorias têm as suas vantagens. No entanto, os seus objectivos centram-se em chegar à cadeira de pivô de telejornal e, quem sabe, ser o sucessor do ídolo Ernesto Bartolomeu.
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