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Dormir pouco ou tarde causa disfunções que acarretam em doenças, envelhecimento precoce e morte prematura

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Em seu nono artigo científico aprovado neste ano de 2021, Fabiano de Abreu detalha em estudo como funciona o processo do sono e sua importância

Há um ditado popular em Portugal que diz que dormir é meio sustento e existe muita verdade nestas palavras. Dormir é de extrema importância para o bem estar humano. O neurocientista e jornalista Fabiano de Abreu viu seu estudo com o título ‘Dormir pouco ou tarde causa disfunções que acarretam em doenças, envelhecimento precoce e morte prematura’ aprovado pela academia científica e publicado na revista científica Brazilian Journal of Development, o autor fala-nos da importância de dormir e de dormir bem.

“Dormir é mais importante do que se alimentar, sim, fazendo um comparativo justo, que não seja ficar sem comer. Dormir é um reset no cérebro, momento em que ele se aprimora, fazendo, inclusive, sua limpeza necessária e repondo energia. Mas não pense que ele fica totalmente apagado, ele está ativo, processando as memórias ao longo do dia. Quando dormimos, há reparos celulares com oxigênio, glicose e a limpeza de dejetos, quando não há este processo, as reações dos órgãos a estímulos e instruções ficam debilitadas. Exemplo da adenosina, envolvida na regulação de importantes mecanismos no SNC e no sono, que se acumula e intoxica o sangue, diminuindo o ritmo da pessoa à proporção das horas que ela passa acordada.”, explica Abreu.

A falta de sono ou da qualidade dele está muitas vezes associada a outras doenças.

“O défice de sono tem sido associado com o maior risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, obesidade, doenças cardiovasculares e depressão.”, Refere.

Manter boas noites de sono acarreta uma série de benefícios tanto físicos como mentais.

“Uma boa rotina noturna não só mantém a boa imunidade, como também melhora a concentração, memória, humor, criatividade, disposição e controle do estresse. São necessárias de 7 a 8 horas de sono, dependendo do organismo, que depende da genética. Privar o sono, pode resultar em inúmeras doenças como consequência da disfunção dos neurotransmissores, doenças provenientes do sistema imunológico debilitado, ou danos cerebrais. Humor e sono usam os mesmos neurotransmissores, privar o sono causam os mesmos sintomas da depressão. “, indaga o neurocientista.

Há ainda alguns mitos sobre o sono que devem cair por terra. Uma noite perdida, está para sempre perdida.

Abreu alerta que ” há quem pense que compensar o sono, resolve. Mas isso não é verdade já que, a noite é feita para dormir e não o dia, por isso temos a melatonina relativo ao escuro e à serotonina relativa à luz. Para compensar uma noite mal dormida, devemos dormir diversas outras noites bem dormidas para o equilíbrio regulando o ciclo circadiano. ”

Dormir é um dos pilares para uma saúde sustentável, para o bem estar físico e mental.

“O resultado de noites mal dormidas é a disfunção em nossos neurotransmissores, descontrolando assim todo um processo biológico responsável por nossa saúde e bem-estar geral. Acarretando em doenças em diferentes períodos da vida, causando envelhecimento precoce e levando à morte prematura. “, Conclui.

Biografia

Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista com Mestrado e Doutorado em Ciências da Saúde nas áreas de Neurociências e Psicologia pela universidade EBWU nos Estados Unidos e na Université Libre des Sciences de l’Homme de Paris. Ainda na área da neurociência, pós-graduação na Universidade Faveni do Brasil em neurociência da aprendizagem, cognitiva e neurolinguística e Especialização em propriedade elétricas dos neurônios e regiões cerebrais na Universidade de Harvard nos Estados Unidos. Pós-Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal, Mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio, membro da Unesco e Neuropsicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica. Especialização em Nutrição Clínica e Riscos Psicossociais pela TrainingHouse de Portugal e Filosofia na Universidade de Madrid e Carlos III na Espanha.

Integrante da SPN – Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC – Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS – Federation of European Neuroscience Societies – PT30079 e membro da Mensa, sociedade de pessoas de alto QI com sede na Inglaterra.

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