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    Falta de teste impede mulher de acompanhar funeral do marido

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    Com a voz rouca e choros, Filomena da Cunha lamentava o facto de não ter conseguido viajar para Lisboa, Portugal, acompanhar o funeral do esposo, por falta de teste da Covid-19, exigido no momento de embarque.

    O esposo faleceu em Portugal, na sexta-feira, dia 21 de Agosto, onde estava interna- do há mais de um ano, a lutar contra um cancro.

    Filomena da Cunha fez muitas tentativas para conseguir o teste, mas não foi possível, situação que a deixou triste e desolada.
    Ao telefone, disse que tentou fazer o teste em vários hospitais da capital, mas não conseguiu, tendo passado pelo Hospital Militar, Clínica Girassol e na Medical Center. Algumas unidades alegaram não ter equipamentos disponíveis para os testes, outras exigiam uma marcação antecipada.

    “Até pela via do Ministério da Saúde, não foi possível. O funeral realiza-se hoje e já não dá para seguir viagem. Sinto- me mal com esta situação e vai ser difícil superar este mo- mento. Queria ver o meu marido pela última vez”, lamentou. Um dos filhos do casal, Onésimo da Cunha, conseguiu embarcar para Portugal, por ter dupla nacionalidade.

    Onésimo da Cunha revelou que por ter dupla nacionalidade, teve possibilidade de fazer o teste em Portugal, logo após o desembarque.

    “Desde sexta-feira que a minha família tentava a autorização para viajar, mas sem sucesso devido à burocracia. A grande dificuldade era a realização do teste, que nor- malmente é exigido no mo- mento do embarque, mas nas instituições por onde passou não conseguiu”, realçou.

    O jovem afirmou que o Ministério da Saúde mandou aguardar, mas o tempo não favorecia devido à data do enterro. Contou que em Portugal fez o teste após o desembarque e recebeu o resultado em menos de 20 horas, através de um e-mail, mas teve de pagar 100 euros.

    O secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, disse que não há falta de testes no país e apelou aos cidadãos que necessitam de fazer exames por motivos de viagem para solicitarem à Comissão Multissectorial com a devida antecedência, para evitar constrangimentos, sublinhando que “há procedimentos que devem ser seguidos”. Além dos testes em massa, os cidadãos podem também dirigir-se à Escola Técnica de Saúde, Instituto Nacional de Luta Contra a Sida, Hospital Militar, Clínica Sagrada Esperança, Clínica Girassol e Luanda Medical Center, devendo pagar nas instituições privadas até 180 mil kwanzas.

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    A Bombar

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