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    Festival Back2Black 2012, com shows de Martinho da Vila e MS. Lauryn Hill(Veja fotos)

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    O primeiro dia da 4ª edição do Back2Black, festival que ocupa a Estação Leopoldina neste fim de semana, conseguiu traçar um bom painel da música africana, não só a produzida no continente mas a gerada além de suas fronteiras, sob diferentes variações, a partir da matriz negra espalhada pelo mundo. Apesar do pequeno atraso na abertura dos portões – causado pela passagem de som de Ms. Lauryn Hill – e de problemas na retirada de ingressos que levaram parte das pessoas que tentavam entrar a invadir o espaço, no palco as coisas funcionaram bem.

    Do rock com tuba e sotaque nordestino de Siba ao rap-soul-afrobeat de Nneka, passando pelos cantos de orixás de Virgina Rodrigues, várias sonoridades passaram pelos dois palcos do evento. A noite começou às 21h, no Palco Petrobras (o menor), com a banda Novíssimos. O molejo latino e o sotaque de gafieira do grupo ocuparam bem o papel de preparação da festa – e mereciam mesmo ter sido vistos por uma plateia maior. Depois deles, o espaço recebeu Siba, tocando músicas de seu disco “Avante”, lançado este ano, e de álbuns anteriores – canções que na forma evocam gêneros tradicionais nordestinos vertidas para a roupagem banda-de-rock-com-tuba. O percussionista Jupiter Bokondji levou ao palco uma pressão visual e sonora (apesar da dificuldade de se ouvir sua voz, sentida também com Siba) que até então não passara por ali, fazendo um dos melhores shows entre todos do dia. Ao lado de sua banda Jupiter Okwess International – com dançarina vestida com roupa tribal e músicos que exploravam o palco com alegria, caras e bocas -, ele instituiu um estado de transe dançante, ao mesmo tempo ancestral e pop.

    Martinho da Vila abriu às 21h50m o palco principal, no espaço lindamente ladeado com paineis gigantes com desenhos de Carybé. Anunciando que ia contar uma história, ele cantou, a capella, “Chico Rei”. Era o aviso de que a África ia se instalar ali. Músico que sempre investiu no diálogo com o continente, o compositor passeou por sonoridades que extrapolavam a frionteira do samba, recebendo convidados Virginia Rodrigues (que trouxe uma atmosfera afroreligiosa em canções como “Canto de Iemanjá”), Manecas Costa (o guitarrista de Guiné-Bissau fez uma performance incendiária, convocando a participação da plateia e tocando um “tambor” de cabaça e água), Riachão (aos 91 anos, o baiano mostrou a energia de costume em sua “Xô xuá”), Tito Paris (o caboverdiano exibiu suas belas melodias) e Mart’nália (poderosa sua interpretação de “Zumbi”, de Jorge Ben Jor).

    A força das vozes femininas, que já se mostrara com Virginia e Mart’nália, seguiria dando o tom. A cantora nigeriana Nneka levou a contundência com suingue de seu soul-rap, com toques de afrobeat – contundência vista também na sua fala, na qual fez referências a personagens como Malcom X, Martin Luther King e Bob Marley. O repertório foi baseado em seu mais recente CD, “Soul is heavy”, com músicas como “My home” e “Do you love me now”. Lauryn Hill, uma de suas influências declaradas, a sucedeu no palco. Lembrando sucessos como “Killing me softly” e “How many mics” (que cantou após perguntar à plateia se eles conheciam os Fugees, sua antiga banda, com a qual gravou a música), a cantora mostrou às 4 mil pessoas que lotavam a Leopoldina que está em forma, apesar do hiato de 10 anos sem um disco. Arriscou um português de leve (“Como vai?”), sua banda citou Tom Jobim e, em outra piscadela aos brasileiros, ela convidou Gabriel O Pensador ao palco para declamar em português a letra de sua nova “Black rage” (“Fúria negra”, explicou o rapper).

    A estrutura dos vagões usados como lojas que exploram a temática negra do evento se manteve. Um deles, esse ano, foi convertido em estúdio, permitindo que pessoas da plateia possam gravar ali e depois receber por e-mail a gravação.

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    Caetano Veloso 

    Aline Morais

    Lauren Hill 

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