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Pela 1ª vez, cientistas vão infectar pacientes com coronavírus para testar vacinas

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Um estudo clínico que pretende injetar uma pequena dose de coronavírus em 90 voluntários começará nas próximas semanas no Reino Unido, anunciou o governo nesta quarta-feira (17), depois que o projeto foi aprovado pela comissão de ética.

O ensaio tentará avaliar a menor quantidade de vírus necessária para causar uma infecção, com o objetivo de desenvolver vacinas e tratamentos para a doença.

O estudo, sem precedentes no mundo, consistirá em injetar uma dose baixa do coronavírus em até 90 voluntários saudáveis de entre 18 e 30 anos em um ambiente seguro, explicou o governo em um comunicado.

Os voluntários terão o vírus injetado no nariz e passarão 14 dias em quarentena no hospital, sendo monitorados de perto por uma equipe médica.

“Apesar do progresso muito positivo no desenvolvimento de vacinas, queremos encontrar as melhores e mais eficazes vacinas para um uso a longo prazo”, disse o ministro de Empresa, Kwasi Kwarteng.

Inicialmente, o estudo usará o vírus que circula no Reino Unido desde o início da pandemia em março, que é de baixo risco para adultos saudáveis.

O estudo “ajudará a acelerar o conhecimento dos cientistas sobre como o coronavírus afeta as pessoas e pode favorecer no desenvolvimento rápido de vacinas”, acrescentou.

Mais de 15 milhões de pessoas, incluindo os maiores de 70 anos e os profissionais de saúde, receberam a primeira dose da vacina.

O estudo, financiado pelo governo com um valor de 33,6 milhões de libras (46,5 milhõe de dolares), é realizado em associação com o Royal Free Hospital de Londres.

Assim que concluída a fase inicial do estudo, as vacinas validadas por ensaios clínicos serão administradas em um pequeno número de voluntários que foram expostos ao vírus da covid-19, com objetivo de identificar as vacinas mais eficazes.

“Nosso objetivo final é averiguar quais vacinas e tratamentos funcionam melhor para combater esta doença, mas precisamos de voluntários para nos apoiar neste trabalho”, disse o pesquisador-chefe Chris Chiu do Imperial College de Londres.

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