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    REAÇÕES AO SEU DESAPARECIMENOTO FISICO

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    Malangatana, o homem que pintava pessoas, morreu esta madrugada, no Hospital Pedro Hispano em Portugal.

    Foi um ”choque” para os artistas e uma grande perda para a cultura.


     

    “Para a FRELIMO, a morte do mestre Malangatana constitui uma grande perda, não só por se tratar de um membro de primeira hora do partido, mas por ser um obreiro da identidade moçambicana”, disse à Lusa o porta voz da formação política no poder em Moçambique, Edson Macuácuá.

    Com a sua obra, enfatizou Edson Macuácuá,o artista “deu um grande cunho à moçambicanidade, assinalando através da arte os aspectos mais singulares da identidade do seu povo”.

    RENAMO, a maior força política da oposição, considerou o pintor “um ícone da cultura moçambicana”.

    “Malangatana sempre foi uma grande referência. Tem a dimensão de Moçambique. É uma referência em todo o mundo. Era um animador da cultura em todos os aspectos, um autodidata que realmente cresceu muito. Vai fazer-nos muita falta”, disse o  ex presidente Joaquim Chissano à Angop.

    Era um amigo das crianças, um advogado das crianças. Pintou o mural dos nossos escritórios e envolveu-se na Campanha Juntos pelas Crianças para chamar a atenção sobre a defesa dos direitos das crianças”, partilhou com a Angop, o oficial de comunicação da UNICEF em Maputo, Gabriel Pereira.

    Fernanda Marques, ministra do Ensino Superior Ciência e Cultura de Cabo Verde, considerava que o artista era um “amigo de Cabo Verde”. Temos muita pena de o perder.”, lamentou a ministra acrescentando que o pintor “tem naturalmente uma marca que é fruto do seu tempo, não consigo olhar para a obra de Malangatana sem pensar um pouco em Picasso, mas também nas diferentes culturas moçambicanas. Considero que a obra dele é fruto da mistura desses conhecimentos mundiais“.

    ‘’Todos temos um grande carinho pelo Malangatana, um grande respeito pelo vulto cultural que ele representa não só para Moçambique, mas também para África como para o mundo inteiro e enfim desaparece uma figura importante da cultura africana, moçambicana e da arte de pintar”, lamenta a poetisa Elsa de Noronha.

    ”Dávamo-nos  bastante bem, é pena que ele se vá ainda nesta idade. Perde-se um grande mestre, não só da pintura, mas da maneira de estar na vida, da sua luta por um povo, ele pegou numa das outras formas de luta antes que outros pegassem nas armas”, elogiou.

    Também o escritor cabo-verdiano Germano Almeida lamentou a morte de Malangatana, de quem era “um grande amigo”.

    “Acho que vai fazer falta ao povo de Moçambique na medida em que ele mostrou ao povo moçambicano que podia ter orgulho da sua cultura e contribuiu imenso para a divulgação desta cultura.”, ressaltou o escritor.

    Malangatana é justo merecedor da nossa mais profunda estima e consideração”, indicou o presidente da República português, Cavaco Silva, numa mensagem dirigida à família do artista. “Em meu nome pessoal e no da minha mulher, quero apresentar sentidas condolências à família do pintor Malangatana, um dos mais expressivos símbolos da união entre a arte moçambicana e portuguesa. Pelo seu percurso enquanto pintor e artista de exceção, mas também pelo seu papel cívico na luta pela democracia e pela melhoria das condições de vida do povo moçambicano.”

    Carlos Queiroz, ex-selecionador português de futebol, também lamentou a morte do conterrâneo, afirmando que desaparece “um símbolo do tempo lusófono”, mas que o pintor deixa um legado “social, cultural e político para a história”.

    Ainda em Portugal, a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e o secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, também em nome do Governo português, expressaram pesar pelo falecimento de Malangatana, sublinhando que “o carismático pintor moçambicano deixa um legado de intervenção e criação cultural de grande expressão no mundo lusófono e de reconhecimento internacional”.

    O CDS-PP, partido político português inspirado pela democracia cristã, apresentou hoje um voto de pesar pela morte do pintor, endereçando à família e a “todo o povo e autoridades de Moçambique a manifestação solidária das suas homenagens e condolências,” indica a Lusa. Os deputados caracterizam o pintor, que morreu esta madrugada em Matosinhos, como uma “grande referência da cultura e da arte moçambicanas” e uma “referência inapagável do espaço lusófono”.

    A Câmara Municipal de Matosinhos, concelho português onde Malangatana faleceu esta madrugada, lamentou também a morte de Malangatana – “dos mais prestigiados pintores lusófonos do mundo”.

    Em Timor-Leste, o secretário-geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, considerou a morte de Malangatana “uma grande perda para o mundo da arte” e para os países de língua portuguesa.

    Durante as entrevistas, o pintor repetia várias vezes estas palavras: ”Não tenho medo da morte…Só “peço aos meus amigos que cuidem bem das minhas obras”, recorda a jornalista e escritora Rosa Langa.

    Glória Mkaima, embaixatriz de Moçambique em Portugal, fala-nos de um herói, ”que nos deixa lições para continuarmos com as suas obras, um verdadeiro embaixador da arte que levou o nome de Moçambique ao mundo”.

    Viveu sempre como uma pessoa humilde, afirma Glória Mkaima, acrescentando que apesar da simplicidade, Malangatana ”foi sempre um moçambicano de excelência, o nosso grande mestre que tombou”.

    ”O meu desejo é que os seus conhecimentos, o seu exemplo, permaneçam na juventude e em todos nós, como um filho que trabalhou para dignificar todo o Moçambique”, disse consternada Glória Mkaima.

    ”É uma grande perda. Para o mundo. Malangatana conquistou essa dimensão. Ultrapassou as fronteiras de Moçambique e de África. Esta perda é irreparável”, disse Domingos Simões Pereira à Lusa.

    As vozes levantam-se lamentando a morte daquele que era considerado o ”imbondeiro da cultura e um dos mais representativos de África”, disse à Lusa o pintor Naguib.

    Em declarações à Agência Lusa, o pintor Naguib considerou que Malangatana “deixou órfãos nas artes plásticas” e a cultura moçambicana teve “uma grande perda”. “A cultura africana ficou órfã. Não sei o que vai ser de nós sem o Malangatana”.

    ”Moçambique perdeu o grande mestre das artes. Que a sua vida e obra sejam inspiração para as gerações vindouras”, afirmou Dama Do Bling.

    ”(…) partiu o grande crocodilo… Homem, artista, amigo… O grande Ngwenya”, Ondjaki, escritor angolano, no seu Twitter

    ”Falar de Malangatana é falar de um mosaico cultural. Se um moçambicano quer entender Moçambique, basta olhar para a vida e a obra deste grande senhor”, recorda o ator Sininho Paco.

    Para o arquiteto Pancho Guedes a notícia da morte de Malangatana foi  “terrível”, acrescentando que embora soubesse que ele estava doente pensava que fosse uma “situação passageira”.

    O escritor Mia Couto Moçambique declarou que se perdeu hoje “uma espécie de embaixador permanente da cultura”. 

    “Malangatana era um grande amigo meu, conheço-o há mais de 40 anos.

    Para além de um grande pintor do mundo era o homem de Moçambique, que combateu contra o colonialismo português e mesmo assim conseguiu conquistar o coração dos mesmos”, recorda o professor Calane da Silva.

    O pintor português José de Guimarães também lamentou esta perda. Para ele estamos a falar de um artista que considerava “muito genuíno” como autor de um trabalho que “reflectia as manifestações próprias das culturas tribais africanas”.

    “Malangatana trouxe uma nova escola de arte em Moçambique”, afirmou Jorge Dias, um dos membros fundadores do Movimento de Arte Contemporânea de Moçambique.

    “É um choque para todos nós”, disse Dias Mahlate, que classificou Malangatana “precursor das artes no país”, cujas obras tiveram “um impacto maior na geração dos artistas que o seguiram”.

    “Os artistas estão de luto” com a morte do “maior pintor da história” do país, resumiu o pintor Victor Sousa.

    ”Não sendo uma surpresa, porque sabia que Malangatana estava com problemas de saúde de alguma gravidade, a morte apanha-nos sempre desprevenidos”, disse à Lusa Ana Isabel Ribeiro, que dirige a Casa da Cerca, em Almada, para quem o pintor era “um grande artista e um grandecidadão”.

    “Não convivi muito com ele, mas tive a oportunidade de o conhecer como o grande homem que ele era”. Foi  com estas  palavras que a escritora e poetisa, Sónia Sultuane, lembrou Malangatana.

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