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    REIS DO ROMPIMENTO PRIMEIRA LIGA- O regresso do Hip Hop às ruas…

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    O Hip Hop, cultura criada por Afrika Bambaataa e DJ Kool Herc nos Estados Unidos da América, sempre foi identificado como uma cultura de rua. Surgido em Angola na década de noventa (90), era fácil identificar nas ruas de Luanda jovens ligados a esta cultura através da forma como se vestiam, as expressões que usavam e principalmente porque encontravam-se constantemente nas ruas a fazer freestyles (improviso de palavras usando rimas criadas no momento geralmente ligando as coisas e pessoas que estão a volta no momento) que eram acompanhados com “beatboxers” (batidas ritmadas como instrumentais feitos com a boca). De algum tempo a esta parte, muitos dos elementos desta cultura composta por MC (Mestre de Cerimónias), DJ (DiscJokey), GRAFFITER E B. BOY (Break Dance) vão sendo pouco visíveis em Angola e alguns até já confundem a música RAP (estilo musical da cultura e que é cantada pelo MC) com a cultura. A par dos freestyles, existem os confrontos verbais entre os MC´s, as batalhas de rompimentos onde os envolvidos são chamados a mostrar a sua capacidade de improviso com o objectivo de desmoralizar o oponente mostrando que são mais fortes no jogo das palavras momentâneas, sendo estas verdadeiras batalhas intelectuais e não só. Com o intuito de recuperar esta mística do Hip Hop e levá-lo de volta as suas origens (Ruas), o rapper membro da Mad Tapes, Fly Skuad, decidiu começar a organizar rodas de freestyles nas ruas da capital angolana mais propriamente no largo da igreja Sagrada Família. A aderência era tanta e como era inevitável as batalhas começaram a acontecer de forma natural. Havia que se pôr ordem, ou vamos para Freestyle ou vamos para competir e romper alguém e foi a pensar nisso que aquele mesmo rapper criou um concurso de rompimentos que decidiu chamar de Reis do Rompimento Primeira Liga (RRPL). Tornou-se na mais nova atracção dos amantes de Batalhas no Hip Hop nacional que tinha ficado órfão disto depois do fim dos concursos no programa radiofónico Big Show Cidade que descobriu e projectou muitos dos grandes nomes do RAP actual. Para participar nos Reis do Rompimento Primeira Liga, o interessado só precisa gravar 16 barras momentâneas e mandar para a organização que avalia e decide se está em condições para defrontar um dos MC´s já inscritos. São batalhas de 3 rounds cada, onde o primeiro tem a duração de 3 minutos, o segundo 3,5 e o terceiro dura 5 minutos, depois disso o júri que “geralmente” é composto por 4 elementos (1 Blogger, 1 Produtor, 1 Rapper e 1 DJ) se retira para a votação e decidir quem é o vencedor que depois de 4 vitórias consecutivas se torna no campeão da temporada.

    “Como aconteceu tudo de forma esporádica e apenas para manter o movimento nas ruas e entreter o pessoal que gosta do estilo, as regras não foram devidamente definidas e já se pensa na possibilidade de uma finalíssima entre campeões de diferentes temporadas” afirma Fly Skuad.  No entanto o organizador reclama da falta de respeito por parte de algum público que desconhecendo as regras do concurso ou querendo apoiar o seu candidato acaba muitas vezes dirigindo-se a ele com palavras ofensivas. “Fazemos isso porque gostamos, não ganhamos nenhum dinheiro com isso e até gastamos com o aluguer do espaço ( Elinga Teatro) e da música, mas muitos não respeitam o nosso esforço para entreter as pessoas, é normal que cobrem e exijam mais porque assim melhoramos e ganhamos todos, mas é preciso que o façam respeitando as pessoas envolvidas”

    O concurso é realizado sem fins lucrativos e sem nenhum apoio financeiro de uma entidade colectiva ou individual, no entanto se assim fosse seria bem-vindo, até mesmo porque a ideia é torna-lo numa competição nacional envolvendo todas as províncias e neste momento já chegou a província piscatória do Namibe. Depois de cada batalha os vídeos oficiais que são produzidos pela organização numa parceria com a “MANCHA NEGRA” são disponibilizados para o público a partir do seu canal no youtube e directamente nas páginas do evento nas redes sociais e nos blogs de Hip Hop. Aqui destaca-se também a rapidez em saciar a vontade e curiosidade do público que por vários motivos não consegue se fazer presente no local mas que está sempre ávido em saber como decorre cada edição, então os vídeos são disponibilizados normalmente 2 há 3 dias depois da batalha, um record de tempo se compararmos com as outras ligas realizadas no mundo ( como Portugal, EUA, CANADÁ, ÁFRICA DO SUL, etc ) onde os vídeo saem geralmente em 15 ou 30 dias.

    Quanto a nós, como público amante do RAP e das batalhas, aqui vão as nossas contribuições: 1º Achamos necessário e imperioso o cumprimento do horário marcado para as batalhas não só como sinal de respeito com o público mas também pela segurança daquelas pessoas que se deslocam no local para ver e apoiar, uma vez que a maioria vem de zonas periféricas muito distante do local do evento e sem transporte próprio dependem dos táxis para voltar.

    2º Reavaliar o método da competição e da votação do júri. Se a batalha é feita em rounds, não seria certo e mais justo se o júri votasse por pontos e em cada round? Pois parece que o Júri (pelo menos da última batalha) leva mais em conta o último round do que os 2 primeiros.

    -Se como no modelo de votação actual, dos 4 júris 3 votam para o empate e o 4º vota para o concorrente B, não será este o vencedor ao invés do empate como foi na última edição entre o Mente Mágika e o Tanay Z? É o mais justo, pois é este que tem o voto do desempate a seu favor.

    3º Sempre que houver um empate achamos que a batalha do desempate deve ser marcada para o fim de semana a seguir e não através de um novo round no mesmo dia.

    Para os MC´s um recado: Vocês aí são como atletas no campo, não podem e nem devem se deixar abater pelos apupos e ofensas do público, têm que estar fortes e preparados para o jogo psicológico até mesmo porque vocês sabem que é guerra verbal e é tudo permitido dizer.

    De resto, depois de receber os elogios e o reconhecimento do rapper “Valete”, um monstro do Hip Hop lusófono e um grande amante confesso dos freestyles e batalhas de rua, o nível da competição tem vindo a crescer, portanto caros amigos, quem poder apoiar com tudo o que poder que apoie, vamos todos contribuir para levar isto a outros níveis. Parabéns ao FLY e a MANCHA NEGRA. BEM HAJA O NOSSO RAP!

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