Ricardo Lemvo apresenta músicas inéditas

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O músico angolano Ricardo Lemvo informou hoje, em Luanda, que vai aproveitar a realização do Festival de Jazz de Luanda, a realiza-se de 27 a 29 deste mês, para apresentar três músicas inéditas do seu novo disco, ainda sem título. O CD será publicado em Angola, no mês de Setembro. Segundo o artista, que falava durante um workshop musical realizado no espaço Elinga Teatro, foram preparadas dez canções para esse evento de jazz. “Preparei dez músicas. Vamos cantar Abariaco, “Ya Valeria” e mas três temas novos, um dos quais intitula-se Padre Jorge. O outro é cantado em Língua Nacional Kimbundo”, adiantou o músico, nascido em Kimpesse (Republica Democrática do Congo), de pais angolanos. Ricardo Lemvo, que foi influenciado por música africana e cubana tocada numa taberna próximo da sua casa, referiu, por outro lado, que o primeiro concerto por si realizado em Angola foi em 2005, com a participação da “diva dos pés descalços”, a cabo-verdiana Cesária Évora.

“O espectáculo mais importante para mim foi o de 2005, em Angola, que fiz com Cessaria Évora. Foi o primeiro na minha terra, onde quando actuo sinto o espírito do meu avô (Dom João Lemvo, traduziu a bíblia de inglês para kikongo). O outro foi num festival da Bélgica, em que participaram vários artistas africanos e pude conhecer Salif Keita”, referiu.

Com seis álbuns no mercado, Ricardo Lemvo decidiu ser músico assim que terminou a formação em ciência política.

“Mas naquela época não disse nada à minha mãe, porque ela considerava todos os músicos vagabundos. Nos EUA formei a banda Maquina Louca que integra africanos, cubanos e americanos, com o propósito de combinar os ritmos que ouvia na minha infância.

Com esta banda, o músico angolano gravou, em 1996, o seu primeiro trabalho “Tata Massamba”, depois “Mambo Yo Yo”, seguidamente “Ay Valeria”, “São Salvador”, “Isabela – Serenata Angolana” e por último “Retrospectiva Musical”.

Ricardo Lemvo canta em língua kikongo, lingala, kimbundo, português e espanhol.

Mas Ricardo Lemvo é também um homem ligado à família, pelo que o tema “Isabel” foi dedicado à sua filha de seis anos de idade com o mesmo nome.

“Ay Valeria é um personagem real que na verdade o seu nome verdadeiro é Valere. Foi uma mulher que machucou o meu coração (…)”, explicou o artista, que vai pisar o palco Welwitshia, do Festival de Jazz de Luanda, dia 28, a partir das 19 horas.

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